Dicas pra quem tá iniciando a clínica agora.
- Transborda Psicoterapia
- 26 de jan.
- 1 min de leitura
A psicoterapia necessita de estudo contínuo, supervisão de casos e um compromisso ético real com quem senta na nossa frente.
Também é importante deixar o mundo saber que você atende. A clínica cresce muito mais pelo vínculo e pelo boca a boca do que por promessas de crescimento acelerado.
Além disso, começar a atender também passa, inevitavelmente, por fazer psicoterapia. É ali que você vai esbarrar nos seus medos, nas fantasias de “dar conta”, nas inseguranças e nos seus limites.
Na Gestalt, a clínica não se separa de quem somos. Por isso, além de estudar teoria e técnica, é fundamental descobrir o que é autêntico em você. Como você escuta? Como você se afeta? Onde você se apressa, se defende? Isso não se aprende só em livros, se aprende vivendo a experiência de ser cliente também.
Mesmo embasada na Gestalt-terapia, cada clínica é singular. Não existe “o jeito certo” de ser terapeuta, existe o seu jeito, quando ele está em contato, com awareness e responsabilidade. Encontrar isso leva tempo, tropeços, supervisão e muita honestidade consigo.
A clínica não pede que você seja alguém ideal. Ela pede presença. E essa presença se constrói quando você sustenta o próprio processo, cuida de si e permite que sua prática nasça do que é vivo em você e não de modelos prontos.
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