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A diferença entre entender e sentir
É possível entender algo sem realmente sentir. Alguém pode compreender que determinada relação não faz bem, reconhecer que precisa colocar limites ou saber que determinado comportamento se repete há anos. Mesmo assim, emocionalmente, ainda pode existir apego, medo ou dificuldade de agir de forma diferente. Entender costuma ser um primeiro passo importante. Mas a mudança muitas vezes acontece quando aquilo que foi compreendido também começa a ser vivido emocionalmente. Qua
Transborda Psicoterapia
há 3 dias1 min de leitura
“Ser psicóloga é solitário.”
Quantas vezes você já ouviu uma psicóloga dizer isso?Ou até você mesma já sentiu? É que, de fato, a prática clínica pode ser muito solitária. Você está sozinha no consultório.Sozinha diante das dificuldades e inseguranças.Sozinha evoluindo prontuário.Sozinha estudando um caso clínico. Mas, no Transborda, a gente acredita que não precisa ser tão sozinho assim. A clínica também pode ser construída na troca. Por isso, valorizamos tanto os nossos grupos de estudos e supervisão cl
Transborda Psicoterapia
14 de set.2 min de leitura
Se para manter o outro você precisa se abandonar, esse contato não é genuíno.
Você já pensou quantas vezes deixamos de comunicar algo para o outro com medo de que o vínculo ali estabelecido fosse ameaçado? Por medo de que aquilo que sentimos assuste o outro. Medo de que aquilo que pensamos afaste a pessoa que amamos. Medo de que, ao mostrarmos nossas necessidades, o outro queira partir. Então, a escapatória passa a ser silenciar aquilo que sente, pensa e suas próprias necessidades para não assustar ou perder o outro. Silenciamos aquilo que sentimos, o
Transborda Psicoterapia
11 de set.1 min de leitura
O que muda quando alguém começa terapia
Muitas pessoas imaginam que a terapia trará respostas rápidas ou mudanças imediatas. Na prática, o que costuma acontecer é um processo gradual de ampliação de consciência. A pessoa começa a perceber melhor o que sente, identifica padrões que antes passavam despercebidos e reconhece como participa das situações que vive. Com isso, também aumenta a responsabilidade sobre as próprias escolhas. A terapia não elimina todas as dificuldades da vida, mas pode mudar a forma como a
Transborda Psicoterapia
9 de set.1 min de leitura
“Todo relacionamento está destinado a acabar em algum momento. Mas nada te impede de começar um novo com a mesma pessoa.”
Você já ouviu essa fala de Esther Perel? Essa frase foi uma das ideias que inspiraram a criação do filme O Convite. Na trama, acompanhamos Joe e Angela, um casal em crise que convida os novos vizinhos para um jantar. O que parecia apenas um encontro entre casais se transforma em uma exposição das vulnerabilidades, desejos e conflitos que estavam presentes, mas não eram reconhecidos. E é aí que a frase de Esther Perel encontra o filme. Quando ela fala sobre “começar um novo re
Transborda Psicoterapia
7 de set.2 min de leitura
Nem toda racionalização parece racionalização
A racionalização nem sempre aparece de forma evidente. Muitas vezes, ela se apresenta como explicações muito organizadas e coerentes sobre uma situação, mas que acabam afastando a pessoa do que ela realmente sente. Por exemplo, alguém pode dizer que permanece em uma relação porque “não é o momento de terminar”, porque “a outra pessoa está passando por um momento difícil” ou porque “nenhuma relação é perfeita”. Essas explicações podem até fazer sentido, mas às vezes funciona
Transborda Psicoterapia
4 de set.1 min de leitura
“MAS ELE NÃO FALA SOBRE O QUE SENTE.”
E se, antes de pensar em frieza e falta de expressão emocional, perguntássemos: O que esse adolescente aprendeu sobre sentir e demonstrar emoções? Na clínica gestáltica com adolescentes, olhar para as introjeções pode nos ajudar a compreender determinados modos de funcionamento. Antes de chegar na adolescência, a criança relacionou-se com o ambiente principalmente por meio de introjeções, incorporando, de forma parcial ou total, crenças, valores, pensamentos e modos de agir t
Transborda Psicoterapia
2 de set.2 min de leitura
Nem toda dificuldade de decisão é indecisão
Às vezes, a dificuldade de decidir não acontece porque a pessoa é indecisa, mas porque existem necessidades diferentes tentando aparecer ao mesmo tempo. Uma parte pode desejar mudança, enquanto outra busca segurança. Uma pode querer proximidade, enquanto outra teme se expor. Quando essas forças aparecem juntas, a decisão se torna mais difícil porque cada uma delas carrega algo importante. Nesses casos, o trabalho não é apenas escolher rapidamente um lado, mas reconhecer o
Transborda Psicoterapia
31 de ago.1 min de leitura
Luxo, hoje, é ter um sistema emocional regulado.
A gente vive numa época que valoriza muito a vitrine: o que se mostra, o que se conquista, o que se acumula. Mas regulação emocional não aparece em foto. Na Gestalt-terapia, existe um conceito importante aqui: a autorregulação organísmica. É a capacidade natural que todo organismo tem de buscar equilíbrio diante do que vive, quando as condições permitem. O problema é que, muitas vezes, essas condições não são dadas. A pessoa aprende, desde cedo, a se ajustar tanto ao ambiente
Transborda Psicoterapia
28 de ago.2 min de leitura
A ansiedade não é sobre o futuro. É sobre o presente que você está evitando.
Quando você está ansiosa, seu corpo reage como se algo estivesse acontecendo agora. Mas, na maioria das vezes, isso que você sente é sobre algo que ainda nem aconteceu. Na Gestalt-terapia, existe uma diferença importante entre ansiedade e medo. O medo é concreto: tem um objeto, acontece no presente, pede uma ação. A ansiedade é fantasia: um cenário que você constrói sobre o que pode dar errado. E é justamente por isso que a ansiedade paralisa. Você reage a uma ameaça que aind
Transborda Psicoterapia
26 de ago.2 min de leitura
“Eu sei disso, mas continuo fazendo.”
É comum ouvir isso na terapia. A pessoa compreende racionalmente o que acontece com ela, reconhece seus padrões e até consegue explicar por que determinadas situações se repetem. Ainda assim, na prática, continua agindo da mesma forma. Isso acontece porque compreender algo intelectualmente não significa, necessariamente, que houve uma mudança na forma como essa experiência é vivida. Muitas mudanças não acontecem apenas a partir de um insight, mas a partir de novas experiênc
Transborda Psicoterapia
24 de ago.1 min de leitura
Por que você insiste em relações emocionalmente indisponíveis?
A ideia de que “atraímos” pessoas emocionalmente indisponíveis costuma aparecer muito quando alguém percebe que esse tipo de relação se repete em sua vida. Mas talvez a pergunta mais importante não seja apenas o que se atrai, e sim o que nos faz permanecer em determinadas dinâmicas. Muitas vezes, quando alguém está emocionalmente indisponível, os sinais aparecem desde cedo: dificuldade de se comprometer, comunicação inconsistente, distância afetiva. Ainda assim, algumas pes
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21 de ago.2 min de leitura
O valor da psicoterapia Cobrar não é abandonar o cuidado.
Definir quanto cobrar na clínica mobiliza muito mais do que uma conta financeira. Falar de dinheiro ativa medo de rejeição, medo de perder o cliente, culpa por cobrar, e uma crença muito comum entre quem começa: a de que cuidado deveria ser, de alguma forma, gratuito. Mas existe uma diferenciação fundamental que precisa ficar clara: cuidado não exclui valor, e escuta não exclui remuneração. A psicoterapia é um trabalho que exige formação contínua, supervisão, investimento e i
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19 de ago.2 min de leitura
Confluência: quando você desaparece pra manter o vínculo
"Tanto faz." "O que você quiser." "Pra mim tá bom." Sozinhas, essas frases não dizem muita coisa. Mas quando elas se repetem em várias áreas da sua vida, no trabalho, nas amizades, na relação amorosa, revelam um padrão importante: você foi deixando de se perguntar o que, de fato, você quer. Na Gestalt-terapia, chamamos isso de confluência. É um bloqueio de contato que acontece quando, pra manter um vínculo, a pessoa se ajusta tanto ao outro que perde a clareza sobre o que sen
Transborda Psicoterapia
17 de ago.2 min de leitura
“ O gestalt-terapeuta deve ser como um encanador, que vela para assegurar uma circulação fluida, para desobstruir canais, para evitar tanto a seca quanto a inundação.”Serge e Anne Ginger (1995)
Você provavelmente já ouviu essa frase durante os seus estudos. Mas você sabe o que ela realmente significa? Vamos entender por que o gestalt-terapeuta é comparado a um encanador e o que essa metáfora nos ensina sobre a prática clínica. Nessa citação, o gestalt-terapeuta é comparado a um encanador. Essa metáfora nos mostra que o terapeuta não cria a "água" nem determina o caminho que ela deve seguir; sua função é garantir que ela possa circular livremente. Na clínica, essa ág
Transborda Psicoterapia
14 de ago.2 min de leitura
A terapia não decide por nós. Mas nos devolve a capacidade de decidir.
A terapia não decide por nós, mas pode nos ajudar a recuperar a capacidade de decidir. Muitas pessoas chegam ao processo terapêutico esperando que o terapeuta diga o que fazer ou qual caminho seguir diante de um dilema. No entanto, o papel da terapia não é substituir a decisão do outro. O que ela faz é ampliar a consciência sobre o que a pessoa sente, pensa e necessita. Ao longo do processo, a pessoa passa a reconhecer melhor seus padrões de funcionamento, suas repetições e
Transborda Psicoterapia
12 de ago.1 min de leitura
Estudando conceitos da Gestalt-terapia com Gilberto Gil
Hoje não vamos falar de um conceito específico da Gestalt-terapia, mas de algo que atravessa todo o processo terapêutico: a autonomia. Na Gestalt, autonomia não significa fazer tudo sozinho ou ignorar a influência do ambiente. Significa desenvolver a capacidade de reconhecer as próprias necessidades, fazer escolhas conscientes e assumir a responsabilidade por elas. Ao longo da terapia, o cliente passa a agir com mais clareza diante da própria vida. Ele identifica o que deseja
Transborda Psicoterapia
10 de ago.1 min de leitura
Estudando conceitos da Gestalt-terapia com Gilberto Gil
Hoje não vamos falar de um conceito específico da Gestalt-terapia, mas de algo que atravessa todo o processo terapêutico: a autonomia. Na Gestalt, autonomia não significa fazer tudo sozinho ou ignorar a influência do ambiente. Significa desenvolver a capacidade de reconhecer as próprias necessidades, fazer escolhas conscientes e assumir a responsabilidade por elas. Ao longo da terapia, o cliente passa a agir com mais clareza diante da própria vida. Ele identifica o que deseja
Transborda Psicoterapia
10 de ago.1 min de leitura
Awareness não é insight: é transformação ontológica
Awareness não é insight: é transformação ontológica Existe um equívoco em reduzir awareness a compreensão intelectual. Na Gestalt-terapia, awareness não é saber sobre si. É entrar em contato experiencial com o próprio funcionamento no momento em que ele acontece. Não é, por exemplo, perceber que você retroflete. É perceber-se retrofletindo enquanto retroflete. É no instante vivo do ato que algo pode se transformar. Porque awareness não é uma interpretação. É uma reorg
Transborda Psicoterapia
7 de ago.1 min de leitura
Como a Gestalt-terapia compreende os transtornos alimentares?
Essa é uma das perguntas que mais aparece por aqui. Toda vez que abrimos uma caixinha de perguntas pedindo sugestões de temas, e até mesmo durante nossos grupos de supervisão, os transtornos alimentares são um assunto que sempre surge. Esse é um tema muito presente na clínica, especialmente porque a relação com a comida costuma ser uma das formas encontradas para lidar com o sofrimento emocional. Mas, afinal, como a Gestalt-terapia compreende os transtornos alimentares? Na G
Transborda Psicoterapia
5 de ago.2 min de leitura
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