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Awareness não é insight: é transformação ontológica
Awareness não é insight: é transformação ontológica Existe um equívoco em reduzir awareness a compreensão intelectual. Na Gestalt-terapia, awareness não é saber sobre si. É entrar em contato experiencial com o próprio funcionamento no momento em que ele acontece. Não é, por exemplo, perceber que você retroflete. É perceber-se retrofletindo enquanto retroflete. É no instante vivo do ato que algo pode se transformar. Porque awareness não é uma interpretação. É uma reorg
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há 2 horas1 min de leitura
Como a Gestalt-terapia compreende os transtornos alimentares?
Essa é uma das perguntas que mais aparece por aqui. Toda vez que abrimos uma caixinha de perguntas pedindo sugestões de temas, e até mesmo durante nossos grupos de supervisão, os transtornos alimentares são um assunto que sempre surge. Esse é um tema muito presente na clínica, especialmente porque a relação com a comida costuma ser uma das formas encontradas para lidar com o sofrimento emocional. Mas, afinal, como a Gestalt-terapia compreende os transtornos alimentares? Na G
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há 2 dias2 min de leitura
O sofrimento neurótico é a fidelidade ao que já não existe
O sofrimento neurótico é a manutenção de um ajustamento que foi necessário, mas que já não é atual. Na Gestalt-terapia, compreendemos o neurótico como alguém que permanece fiel a uma organização de si que nasceu em um campo passado, mas que continua operando no presente, mesmo quando já não corresponde às condições atuais. A criança que precisou silenciar suas necessidades para preservar o vínculo pode tornar-se o adulto que não consegue reconhecer o que sente. Não porque n
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31 de jul.1 min de leitura
A vida começa onde termina a tentativa de evitar a frustração.
É comum organizarmos a vida em torno da tentativa de evitar o sofrimento. Esperamos o momento certo para viajar, deixamos de conhecer alguém por medo de sermos magoados, adiamos decisões importantes, evitamos conversas difíceis e desistimos de oportunidades que podem dar errado. Na tentativa de nos proteger da frustração e da decepção, muitas vezes acabamos nos afastando da própria vida. Mas a verdade é que viver não é evitar desconfortos. Significa desenvolver a capacidade d
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29 de jul.1 min de leitura
O sintoma é uma forma de inteligência do campo
Existe uma violência sutil na pressa em eliminar sintomas. Porque o sintoma não é um erro do organismo. Ele é uma solução possível dentro das condições disponíveis. Na perspectiva gestáltica, o sintoma é uma forma de autorregulação criativa. Ele expressa o melhor ajuste possível entre o organismo e o ambiente naquele momento, ainda que esse ajuste produza sofrimento. O sintoma é uma linguagem e quando ele é escutado, algo no campo começa a se reorganizar. Não porque o sinto
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27 de jul.1 min de leitura
Você não precisa de mais um curso para se tornar uma psicóloga melhor. Talvez precise de terapia.
A formação nos ensina teorias, técnicas e formas de compreender o sofrimento humano. Mas existe uma parte do trabalho clínico que não se aprende apenas estudando. Quanto mais ampliamos a consciência sobre nós mesmos, mais conseguimos favorecer esse mesmo movimento nos nossos clientes. Quando conhecemos nossos modos de funcionamento, nossas inseguranças e recursos, ganhamos mais clareza para diferenciar o que é nosso e o que pertence à experiência do outro. A terapia também no
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24 de jul.1 min de leitura
O maior privilégio da vida é se tornar quem você realmente é. Mas antes, você precisa desaprender quem te ensinaram a ser. Carl Jung
Ao longo da vida, vamos recebendo crenças, valores, regras, comportamentos e expectativas que, pouco a pouco, passamos a carregar como se fossem parte de quem somos. Muitas vezes, nem percebemos que essas ideias não nasceram de nós; apenas as incorporamos porque nos foram ensinadas. Na Gestalt-terapia, esse processo é chamado de introjeção: a assimilação de crenças e valores do ambiente sem que haja um questionamento sobre eles. O problema não está em aprender com o outro, ma
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22 de jul.1 min de leitura
Evitar a felicidade por medo do que vem depois dela
Parece estranho, mas tem gente que evita a felicidade. Claro, não conscientemente, mas evita! Evita porque, em algum momento da vida, aprendeu que depois da felicidade o risco de viver a dor é maior. Então, o organismo aprende a não se entregar, a não se permitir aproveitar demais pra não “acabar”. Como se sofrer antes fosse uma forma de se preparar. Como se antecipar a dor diminuísse o impacto dela. Mas o preço disso é alto: uma vida sem permissões, sem espontaneidade.
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20 de jul.1 min de leitura
Duas características que todo bom gestalt-terapeuta precisa desenvolver:
CRIATIVIDADE E CURIOSIDADE Antes de responder, interpretar ou buscar explicações, existe uma habilidade que faz toda a diferença na prática gestáltica: a curiosidade. A Gestalt-terapia nos convida a olhar para cada pessoa como alguém singular. Por isso, aquilo que parece óbvio, simples ou já conhecido merece ser investigado. O mesmo acontecimento pode ter significados completamente diferentes dependendo da história, do contexto e da forma como foi vivido. Ser curioso na clíni
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17 de jul.1 min de leitura
A cura das feridas parentais não acontece quando os pais mudam, mas quando nós mudamos a nossa carência sobre o que eles deveriam ter nos dado.
Muitas pessoas seguem esperando, mesmo na vida adulta, que os pais finalmente deem aquilo que faltou lá atrás: acolhimento, validação, proteção, reconhecimento, cuidado, presença. E essa espera costuma prender a vida emocional em um lugar muito doloroso, porque a sensação é de que só será possível seguir em frente quando o outro mudar, reconhecer, reparar ou amar de um jeito diferente. Mas, em algum momento, o processo terapêutico também passa por perceber que talvez os pais
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15 de jul.2 min de leitura
Na terapia, não basta parecer acolhedor. É preciso ser autêntico.
Foi a partir da importância da relação terapêutica que Rogers apresentou o conceito de congruência: a capacidade de o terapeuta estar em contato com a própria experiência e se apresentar de forma coerente com ela. Ser congruente é ser autêntico. Isso significa reconhecer os próprios sentimentos e atitudes à medida que eles surgem, sem assumir uma postura que não corresponde ao que está sendo vivido. Mas isso não significa dizer tudo o que passa pela mente ou expressar cada em
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13 de jul.2 min de leitura
"Poderia falar sobre como se dá o raciocínio clínico na Gestalt-terapia em termos de sessão?"
A primeira coisa importante é entender que o raciocínio clínico gestáltico segue uma lógica fenomenológica, ou seja, não buscamos apenas entender o que acontece com o cliente. Buscamos compreender o sentido daquilo que acontece, sintomas, comportamentos, emoções e pensamentos são vistos como fenômenos que carregam significado. Por exemplo: Uma pessoa chega dizendo que procrastina muito, nosso objetivo não é simplesmente fazer com que ela pare de procrastinar. A pergunta é: Qu
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10 de jul.2 min de leitura
Cuidado pra não se tornar refém da sua melhor versão e acabar limitando as suas experiências
Existe uma armadilha silenciosa no desenvolvimento pessoal: se tornar refém da sua melhor versão. Aquilo que começou como crescimento vira prisão. Você aprende a ser forte e passa a não se permitir mais ser frágil. Você aprende a se equilibrar e passa a sentir vergonha quando se desorganiza. Você aprende a ser maduro e passa a se cobrar não sentir mais certas dores. A sua melhor versão vira uma exigência constante e não uma possibilidade viva. Mas crescer não é se torna
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8 de jul.1 min de leitura
Prontuário Psicológico: você está registrando seus atendimentos da forma correta?
Na rotina da clínica, é comum que a correria faça alguns detalhes passarem despercebidos. Mas o prontuário psicológico não pode ser um deles. Além de ser uma exigência do Conselho Regional de Psicologia, ele é um documento que registra o processo terapêutico, organiza o trabalho do psicólogo e garante segurança tanto para o profissional quanto para o cliente. Mas, afinal, o que você precisa saber sobre o prontuário psicológico? Ele auxilia no seu raciocínio clínico, permitin
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6 de jul.2 min de leitura
Queixa inicial é diferente da demanda terapêutica
Uma das confusões mais comuns na clínica é acreditar que o nosso trabalho é resolver a queixa que o cliente traz. Mas não é. O nosso trabalho é construir, junto com ele, a demanda terapêutica. Transformar uma demanda inicial em demanda terapêutica é, antes de tudo, compreender o que a terapia pode (e o que não pode) fazer diante daquilo que chega. E isso exige clareza do terapeuta sobre o seu próprio papel. Porque, quando isso não está claro, a terapia corre o risco de se
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3 de jul.2 min de leitura
Como manejar o “não sei” na clínica?
1. Nem todo "não sei" significa falta de reflexão. Às vezes, ele aparece justamente diante de algo que a pessoa ainda não conseguiu compreender, sentir ou colocar em palavras. Em vez de apressar uma resposta, vale a pena investigar o que acontece quando o cliente encontra esse "não sei". 2. Muitas pessoas chegam à terapia sem saber exatamente o que esperar dela. É comum que procurem ajuda esperando orientações, conselhos ou respostas para seus problemas. Outras conseguem fala
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1 de jul.1 min de leitura
Intervenções terapêuticas que nem sempre parecem intervenções
Eu volto para uma frase que você disse há alguns minutos. Às vezes algo importante aparece sem que a gente perceba de imediato. Eu pergunto novamente sobre uma situação. Não porque eu esqueci, mas porque novas percepções podem surgir quando olhamos de outro lugar. Uso do humor. Rir também pode aproximar, aliviar e criar contato. Eu te convido a falar de um episódio específico. A experiência concreta costuma revelar mais do que as explicações sobre ela. Eu observo mudanças no
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29 de jun.1 min de leitura
Estudando conceitos da Gestalt-terapia com Luiz Gonzaga.
Hoje queremos te convidar a refletir sobre um dos conceitos fundamentais da Gestalt-terapia: a responsabilidade. Na Gestalt, não dá para falar de responsabilidade sem falar da liberdade de escolha. Partimos da ideia de que o ser humano é livre e responsável por construir a sua própria história. Estamos em constante mudança e movimento, e é essa liberdade que nos permite escolher qual caminho seguir e como nos posicionar diante das situações da vida. Mas, junto com a liberdade
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26 de jun.2 min de leitura
Um problema começa a ter solução quando não conseguimos mais colocar a culpa nos outros - Ana Suy
Enquanto tudo é responsabilidade do outro, nada muda de verdade, porque se o problema está sempre fora, a única saída é esperar que o outro mude, entenda ou faça diferente, e isso nos coloca em um lugar muito conhecido, mas ao mesmo tempo muito paralisado. Culpar o outro, muitas vezes, protege, protege de olhar para si, de reconhecer a própria participação, de entrar em contato com escolhas, limites e repetições. Mas chega um momento em que essa estratégia começa a falhar, qu
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24 de jun.1 min de leitura
O problema não é quem você atrai, mas pelo o que você se atrai
Muitas pessoas chegam dizendo que sempre atraem o mesmo tipo de relação, como se houvesse algo no outro que se repete e que precisa ser evitado. Mas, quando olhamos com mais cuidado, a pergunta começa a mudar. Talvez o ponto não esteja apenas em quem aparece, mas no que, dentro de você, se sente atraído por aquilo. Porque relações não acontecem só por acaso. Existe algo ali que faz sentido, mesmo que depois traga sofrimento. Algo que chama, que reconhece, que se aproxima. E,
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22 de jun.2 min de leitura
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