O maior privilégio da vida é se tornar quem você realmente é. Mas antes, você precisa desaprender quem te ensinaram a ser. Carl Jung
- Transborda Psicoterapia
- há 12 minutos
- 1 min de leitura
Ao longo da vida, vamos recebendo crenças, valores, regras, comportamentos e expectativas que, pouco a pouco, passamos a carregar como se fossem parte de quem somos. Muitas vezes, nem percebemos que essas ideias não nasceram de nós; apenas as incorporamos porque nos foram ensinadas.
Na Gestalt-terapia, esse processo é chamado de introjeção: a assimilação de crenças e valores do ambiente sem que haja um questionamento sobre eles. O problema não está em aprender com o outro, mas em viver uma vida guiada por aquilo que nunca foi verdadeiramente escolhido e que talvez nem faça sentido com quem você é.
Questionar o que sempre esteve conosco pode ser desconfortável. Exige coragem para olhar para dentro e, principalmente, awareness. É essa consciência que nos permite reconhecer quais padrões realmente nos representam e quais apenas reproduzem expectativas impostas pela família, pela sociedade ou pela cultura.
A partir desse encontro consigo mesmo, torna-se possível diferenciar o que é autenticamente seu daquilo que foi apenas incorporado ao longo da vida. E é nesse movimento que surge a possibilidade de viver de forma mais íntegra, mais livre e mais alinhada com quem você realmente é.
Talvez o maior desafio não seja descobrir quem somos, mas desapegar de tudo aquilo que aprendemos a ser sem nunca termos escolhido. Porque, antes de encontrar a própria essência, é preciso reconhecer tudo aquilo que não nos pertence. Afinal, para saber quem você é, primeiro é preciso compreender quem você não é.
Comentários