O mecanismo de defesa mais desafiador da clínica gestáltica. Sabe qual é?
- Transborda Psicoterapia
- há 1 dia
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Esse funcionamento é o egotismo. A pessoa sabe o que quer, tem clareza de si, dos seus desejos e dos seus limites. Mas essa autoconsciência não facilita o contato, pelo contrário, ela endurece.
Ao invés de se abrir para o encontro, a pessoa se mantém protegida. Existe um receio de se vulnerabilizar, de se frustrar, de não dar conta. E, para evitar esse risco, ela controla e precisa que o outro aja por ela.
Além disso existe uma grande dificuldade de perceber o outro na relação. O que acaba prejudicando um contato saudável e mais efetivo.
Na prática, isso pode aparecer de formas tanto mais diretas ou mais sutis:
Ela direciona, controla, manipula o meio para que as coisas saiam exatamente como quer, mas não faz por si mesma, nem considera o outro na relação.
Pensando na dinâmica da clínica, isso pode surgir como tentativas de controlar a sessão, testar limites ou se manter no discurso sem realmente se implicar na experiência.
E, no terapeuta, costuma gerar uma sensação muito específica: pressão, dúvida, vontade de ceder… ou até irritação.
Percebe algo assim em você?
Saber perceber e buscar ajustamentos parta não entrar nesta lógica é fundamental pro processo acontecer.
Não sustentar o lugar que o egotista tenta te colocar.
Lidar com clientes egotistas pode ser desafiador, mas é também um dos trabalhos mais ricos da clínica.
A gente gravou um conteúdo completo sobre egotismo na Gestalt-terapia, com exemplos e manejo na prática.
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