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Quando ajudar demais atrapalha o processo terapêutico


Muitos psicólogos escolheram essa profissão movidos por um desejo genuíno de ajudar.    Mas, quando esse desejo não é suficientemente elaborado, ele pode se transformar em algo sutilmente problemático: a necessidade de salvar o cliente.


  • Isso aparece quando o terapeuta:

  • dá conselhos com frequência  

  • tenta conduzir o cliente a certas conclusões  

  • orienta excessivamente  

  • assume uma postura de quem “sabe o que é melhor”


Na Gestalt-terapia, essa postura enfraquece algo fundamental: o autoapoio do cliente. Quando o terapeuta ocupa o lugar de quem resolve, interpreta ou direciona demais, o cliente pode até sentir alívio momentâneo, mas corre o risco de se tornar dependente dessa condução.


O papel do terapeuta não é resolver a vida do cliente. É sustentar um campo de presença, consciência e diálogo, onde o cliente possa ampliar sua capacidade de perceber, escolher e se responsabilizar pela própria experiência. Paradoxalmente, ajudar demais pode impedir o crescimento.


 
 
 

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