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Como manejar o “não sei” na clínica?

1. Nem todo "não sei" significa falta de reflexão.

Às vezes, ele aparece justamente diante de algo que a pessoa ainda não conseguiu compreender, sentir ou colocar em palavras. Em vez de apressar uma resposta, vale a pena investigar o que acontece quando o cliente encontra esse "não sei".



2. Muitas pessoas chegam à terapia sem saber exatamente o que esperar dela.

É comum que procurem ajuda esperando orientações, conselhos ou respostas para seus problemas. Outras conseguem falar sobre o que aconteceu, mas têm dificuldade de se aproximar da própria experiência e do que sentem diante dela.



3. Por isso, parte do trabalho também é construir uma compreensão compartilhada sobre o processo terapêutico.

Aos poucos, o cliente precisa entender que a terapia não acontece apenas quando ele relata acontecimentos da semana. Ela envolve curiosidade sobre si mesmo, disposição para explorar experiências, questionar padrões e desenvolver novas formas de contato consigo e com o mundo.



4. Quando alguém busca soluções prontas para tudo, vale investigar o significado desse movimento.

Pode existir uma expectativa de que o terapeuta encontre respostas que o próprio cliente ainda não conseguiu construir. Nesses casos, mais importante do que oferecer soluções é compreender como essa pessoa se relaciona com a responsabilidade pelas próprias escolhas e dificuldades.



5. Às vezes, o trabalho não é responder ao "não sei".

É ajudar o cliente a permanecer um pouco mais perto dele até que algo novo possa emergir.

💜 E você, como costuma manejar essas situações na clínica?


 
 
 

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