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Um problema começa a ter solução quando não conseguimos mais colocar a culpa nos outros - Ana Suy

 

Enquanto tudo é responsabilidade do outro, nada muda de verdade, porque se o problema está sempre fora, a única saída é esperar que o outro mude, entenda ou faça diferente, e isso nos coloca em um lugar muito conhecido, mas ao mesmo tempo muito paralisado.


Culpar o outro, muitas vezes, protege, protege de olhar para si, de reconhecer a própria participação, de entrar em contato com escolhas, limites e repetições.


Mas chega um momento em que essa estratégia começa a falhar, quando a gente percebe que, mesmo mudando as pessoas, as situações se repetem, que o desconforto volta, que algo continua parecido.


Não é sobre assumir culpa, é sobre assumir participação, perceber onde você entra, o que você sustenta, o que você evita, o que você escolhe, mesmo sem perceber.


Esse movimento nem sempre é confortável, porque tira você de um lugar conhecido e te coloca diante de algo mais exigente, que é a responsabilidade por si.


Mas é justamente aí que surge a possibilidade de mudança, porque quando você reconhece a sua parte, você também reconhece o seu poder de fazer diferente.


O problema não começa a se resolver quando o outro muda, mas quando você não consegue mais sustentar a ideia de que é só o outro e começa, de fato, a se incluir naquilo que vive.


 
 
 

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