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Essa pergunta mudou meu raciocínio clínico. 

No início da minha trajetória como Gestalt-terapeuta, eu muitas vezes me pegava presa ao "porquê". Por que o cliente repete esse padrão? Por que essa angústia surge agora? Eu buscava explicações, mas a explicação raramente gera transformação.


A chave virou quando parei de olhar para o conteúdo isolado e passei a olhar para a função do contato. A pergunta que mudou tudo foi:


👉 "Para que serve este comportamento na vida do cliente?"


Ao perguntar o PARA QUÊ, passamos a entender o comportamento como um ajuste, e assim vamos de encontro a algumas possíveis Gestalten abertas. 


Por exemplo:

• A procrastinação pode servir para proteger o cliente de um medo paralisante do fracasso, ou até de lidar com o sucesso e suas consequências.

• O isolamento pode ser a única forma que ele encontrou de preservar sua integridade em um ambiente invasivo.

  • A desatenção pode servir para esfriar o contato e não se aprofundar em algo em questão a seja na relação, no trabalho… - e assim criar menos comprometimento e responsabilidade. 


Quando eu, como terapeuta, entendo a função do comportamento, eu não tento "arrancá-lo" do cliente. Eu o ajudo a ganhar consciência dessa função para que ele possa, finalmente, escolher formas mais saudáveis e atualizadas de satisfazer aquela necessidade.


O sintoma não é o inimigo; ele é uma bússola que aponta para uma necessidade não atendida.

Essa é uma das formas que utilizamos na supervisão para desenvolver raciocínio e manejo clínico com nossos psicólogos.


Aprofundar o olhar, sustentar angústia do não saber, refinar sua escuta gestáltica. 


Quer fortalecer seu raciocínio clínico?


Se você é psicólogo e sente que, em alguns momentos, patina no manejo…

ou se deseja compreender melhor as próprias dinâmicas que atravessam o atendimento, venha fazer parte do nosso grupo de supervisão. 


Aqui, a gente cresce junto, com consistência, troca e profundidade. 




 
 
 

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