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Sem angústia não se vive. Angústia é sinal de vida (Fernanda Montenegro)

Talvez a angústia seja um dos conceitos mais mal compreendidos em algumas leituras da Gestalt-terapia, muitas vezes porque se confunde com o sentido que usamos no dia a dia. Mas, na GT, a angústia não é entendida como algo negativo ou que precisa ser eliminado. Pelo contrário, ela aparece como sinal de consciência: da liberdade, das possibilidades e da responsabilidade de escolher.


A angústia surge de uma abertura existencial. Quando nos damos conta de que podemos escolher, também nos deparamos com o peso e a incerteza dessas escolhas, com as inúmeras possibilidades e com a responsabilidade pela nossa própria vida.


Por isso, na clínica, não se trata de silenciar ou aliviar a angústia do cliente a qualquer custo. Sustentá-la também faz parte do processo terapêutico e é um dos grandes desafios do gestalt-terapeuta. Não se trata de oferecer respostas prontas, mas de acompanhar o cliente no contato com aquilo que emerge no aqui-agora.


Na Gestalt, vamos entender que muitas dessas angústias aparecem quando algo pede passagem e ainda não encontrou forma de se expressar ou de ser integrado na experiência. E é por isso que a angústia deixa de ser algo a ser evitado e passa a ser um caminho, um sinal de que há algo pedindo contato, elaboração, integração e possibilidade de escolha.


E talvez seja por isso que a angústia não seja o problema, mas, parafraseando Fernanda Montenegro, seja justamente a prova de que há vida em movimento.


 
 
 

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