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O lugar do terapeuta na Gestalt-terapia


Muitos terapeutas acreditam que precisam ocupar um lugar neutro, distante e emocionalmente protegido.Essa ideia, herdada de modelos mais tradicionais de clínica, pode levar a uma postura rígida e pouco autêntica na relação terapêutica.


Na Gestalt-terapia, o terapeuta não é um observador distante. Ele é parte do campo. Isso significa que sua presença, suas percepções e sua própria experiência também fazem parte do processo terapêutico. O terapeuta não trabalha apenas com técnicas, ele também utiliza a si mesmo como instrumento clínico. Mas esse uso de si exige discernimento.


O desafio não é apenas aprender a se colocar na relação terapêutica, mas compreender quando e como essa expressão tem função clínica. Alguns terapeutas se escondem atrás de uma neutralidade excessiva. Outros começam a se expor de forma indiscriminada.


Entre esses extremos está o trabalho clínico. Utilizar a si mesmo como instrumento exige awareness sobre os próprios processos, sensibilidade ao campo e clareza sobre o que está sendo mobilizado na relação.


Na Gestalt-terapia, o terapeuta não é neutro, mas também não é o protagonista. Ele é presença, consciência e instrumento de encontro.


 
 
 

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