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Assuma a decisão de viver e de confiar na parte da vida que está por vir.

A única coisa que tenho é o resto da vida e eu nunca quis tanto viver o que está diante de mim, até porque você pode estar saudável e adoecer. Mas enquanto posso tomar decisões, quero ter a chance de seguir.


Desde que fiz a leitura de Oração para desaparecer, de Socorro Acioli, esse trecho ficou comigo. Ele parece carregar a consciência de que existir é, antes de qualquer coisa, assumir suas escolhas. Esse é um dos principais trabalhos dos Gestalt-Terapeutas: ajudar o cliente a ampliar sua consciência sobre si e, diante disso, ele assume a responsabilidade pela direção da sua vida. 


Há algo muito humano e corajoso em reconhecer que, enquanto ainda podemos decidir, estamos em movimento, habitamos a própria vida. Ter consciência da própria vida é aprender a permanecer no presente: o único tempo em que a vida, de fato, acontece. Abrir-se para o presente é acolher o desconhecido e aceitar que não temos garantias, que tudo pode mudar, que a impermanência faz parte da condição de ser humano. 


Na Gestalt, não se trata de desacreditar o tempo que já passou, como se o passado devesse ser apagado ou negado, mas de integrá-lo com reconhecimento, elaboração e transformação. Logo, viver com consciência é articular passado, presente e futuro: reconhecer o que foi, aceitar o que é e confiar no que pode vir, sempre a partir do aqui-agora. Afinal, é somente no presente que podemos, de fato, agir.


 
 
 

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