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Seu cliente não está apenas contando sobre as relações dele. Ele também está se relacionando com você.Muitas vezes, o que destrava o processo terapêutico está acontecendo exatamente aí.


Quando um cliente chega à terapia, ele não traz apenas histórias sobre sua vida.

Ele traz também suas formas de se proteger, de criar vínculos, de lidar com frustrações, de pedir ajuda e de evitar contato.

E tudo isso pode aparecer na relação terapêutica.


Talvez ele evite determinados assuntos, tenha dificuldade de discordar de você ou busque aprovação o tempo todo. Talvez se afaste justamente quando a relação começa a ficar mais próxima. Esses movimentos dizem muito sobre a forma como ele se relaciona no mundo.



Na Gestalt-terapia, a forma como o cliente se relaciona durante a sessão é tão importante quanto a história que ele conta. Isso porque seus modos de contato, suas defesas e suas formas de se vincular costumam aparecer na própria relação terapêutica.


Por isso, criar vínculo não significa concordar com tudo nem evitar qualquer desconforto. Significa construir uma relação segura o suficiente para que o cliente possa olhar para seus padrões, questioná-los e experimentar novas formas de contato.


Muitas vezes, o processo parece travado porque estamos olhando apenas para a história do cliente e deixando de observar o que acontece entre nós e ele.

A própria relação terapêutica pode revelar caminhos importantes para a intervenção.


No conteúdo de junho do Coletivo Transborda discutimos construção de vínculo terapêutico, mecanismos de defesa, transferência, contratransferência e como utilizar a relação terapêutica como instrumento clínico.


💜 O conteúdo completo já está disponível para os assinantes do Coletivo.


Aprender a observar o que acontece nessa relação pode transformar a forma como você compreende e conduz seus processos terapêuticos.


💜 No conteúdo de junho do Coletivo Transborda, aprofundamos a construção do vínculo terapêutico, as transferências e contratransferências que surgem na clínica e as dinâmicas relacionais que muitas vezes passam despercebidas pelos terapeutas.


Um material recheado de exemplos clínicos, reflexões e possibilidades de manejo para te ajudar a olhar para a relação terapêutica como uma das principais ferramentas da prática clínica.



 
 
 

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