“A abordagem gestáltica não é um conjunto de técnicas, mas uma forma de estar no mundo.” Laura Perls
Essa frase costuma provocar um certo deslocamento, principalmente em um contexto em que muitos terapeutas estão em busca de ferramentas, protocolos e respostas mais prontas para a clínica.
Na Gestalt-terapia, a técnica tem seu lugar, mas ela não sustenta o trabalho sozinha. O que está em jogo é a forma como o terapeuta se coloca na relação, sua capacidade de presença, de contato e de se implicar no encontro com o outro.
Isso exige mais do que aprender intervenções. Exige um trabalho contínuo sobre si, uma disponibilidade para se afetar, reconhecer os próprios limites e sustentar a complexidade do que emerge no campo.
Quando a clínica se reduz a técnicas, há o risco de perder justamente aquilo que a torna viva: o encontro.
Por isso, desenvolver-se como terapeuta, nessa perspectiva, não é apenas acumular recursos, mas construir uma forma de estar que sustente uma prática ética, sensível e coerente.
É um caminho que envolve estudo, mas também experiência, supervisão e, principalmente, disponibilidade para se implicar no próprio processo.
Se você é psicólogo e percebe que precisa de mais do que técnica para sustentar sua clínica, talvez faça sentido buscar espaços que apoiem esse desenvolvimento de forma mais profunda. E o transborda te espera de braços abertos pra seguir nesse caminho. Vamos com a gente?
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