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 “A abordagem gestáltica não é um conjunto de técnicas, mas uma forma de estar no mundo.” Laura Perls

há 44 minutos
1 min de leitura

Essa frase costuma provocar um certo deslocamento, principalmente em um contexto em que muitos terapeutas estão em busca de ferramentas, protocolos e respostas mais prontas para a clínica.

 

Na Gestalt-terapia, a técnica tem seu lugar, mas ela não sustenta o trabalho sozinha. O que está em jogo é a forma como o terapeuta se coloca na relação, sua capacidade de presença, de contato e de se implicar no encontro com o outro.

 

Isso exige mais do que aprender intervenções. Exige um trabalho contínuo sobre si, uma disponibilidade para se afetar, reconhecer os próprios limites e sustentar a complexidade do que emerge no campo.

 

Quando a clínica se reduz a técnicas, há o risco de perder justamente aquilo que a torna viva: o encontro.

 

Por isso, desenvolver-se como terapeuta, nessa perspectiva, não é apenas acumular recursos, mas construir uma forma de estar que sustente uma prática ética, sensível e coerente.

 

É um caminho que envolve estudo, mas também experiência, supervisão e, principalmente, disponibilidade para se implicar no próprio processo.

 

Se você é psicólogo e percebe que precisa de mais do que técnica para sustentar sua clínica, talvez faça sentido buscar espaços que apoiem esse desenvolvimento de forma mais profunda. E o transborda te espera de braços abertos pra seguir nesse caminho. Vamos com a gente?


 
 
 

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