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Cada pessoa, de acordo com o seu modo de se ajustar ao mundo, enfrenta o desafio de tomar decisões de uma forma muito particular. 


O dessensibilizado pode se desconectar das próprias necessidades e acabar decidindo pelo que “parece certo” para os outros.


O defletor costuma adiar ou evitar decidir, desviando a atenção para outras coisas.


O introjetor decide com base em regras e deveres, sem questionar se aquilo realmente faz sentido para si.


O projetor olha para fora: espera que o outro ou as circunstâncias mostrem o caminho.


O profletor tende a decidir em função do vínculo, escolhendo o que preserva ou mantém a relação.


O retrofletor segura para si a dúvida e a tensão, podendo ficar paralisado entre alternativas.


O egotista assume a decisão sozinho, sem considerar o impacto relacional, para manter o controle.


Já o confluente se mistura tanto com o outro que tem dificuldade de diferenciar o que realmente deseja escolher.


Na clínica, compreender o estilo de ajustamento do cliente é fundamental para ajudar o cliente a se apropriar de sua escolha e encontrar decisões mais autênticas. 


Nem toda intervenção pode ser a mesma. Olhar o estilo é olhar o caminho que aquela pessoa aprendeu a trilhar pra sobreviver.


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