Fazer supervisão fortalece a sua prática clínica.
- Transborda Psicoterapia
- há 5 dias
- 1 min de leitura
A relação, para a Gestalt-Terapia, é o centro do processo terapêutico e um dos fundamentos de qualquer intervenção. É um espaço vivo, dialógico, onde supervisor e supervisionando se encontram, se afetam e são afetados.
Pensando nisso, a supervisão em Gestalt-terapia também se organiza como uma relação co-criada e não hierárquica. O supervisor não ocupa o lugar de quem detém a verdade, assim como o supervisionando não é alguém que apenas repete o que lhe é oferecido. O processo é construído em conjunto: ambos compartilham percepções, exploram significados e investigam as figuras que emergem no campo.
O espaço da supervisão não é reduzido a um treinamento de habilidades nem busca formar um psicólogo técnico. O foco está no desenvolvimento de um terapeuta presente, consciente e capaz de ampliar sua awareness. Da mesma forma que o objetivo do supervisor não é “corrigir” o terapeuta, mas ajudá-lo a se reconhecer e se expressar na sua própria forma de fazer clínica.
A tarefa do supervisor é ajudar o supervisionando a descobrir sua forma de trabalhar, identificar seus bloqueios, sustentar sua presença e consciência e saber suas potencias. Na Gestalt, não existe um único jeito de ser Gestalt-Terapeuta, afinal cada pessoa constrói um estilo próprio, coerente com sua história, seu corpo, seu modo de estar no mundo.
Na supervisão do Transborda, buscamos oferecer um campo de escuta, presença e abertura. Não esperamos que o terapeuta reproduza modelos, mas que encontre caminhos possíveis para se desenvolver a partir de seus próprios recursos.
Supervisionar, na Gestalt, é acompanhar um processo de criação, não apenas ensinar um método, mas facilitar o surgimento de uma presença clínica consciente, ética e inventiva.
Comentários