“O que pra nós, psicólogas / gestalt-terapeutas, é óbvio…mas pra você talvez não seja.”
- Transborda Psicoterapia
- 28 de jan.
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• O sintoma não é algo que a gente quer eliminar a qualquer custo.
Na clínica, o sintoma não aparece como inimigo. Ele é uma tentativa, às vezes a única possível naquele momento, de o organismo se regular. Antes de querer tirar, precisamos entender para que ele serve, o que ele sustenta, o que ele evita, o que ele comunica. Eliminar rápido demais pode ser calar algo importante.
• Quando você fala a mesma coisa em terapia, isso não é retrocesso ou estagnação. Repetir não significa “não avançar”.
Muitas vezes é o organismo precisando de mais tempo para ganhar consciência, criar novos insights e assimilar a experiência. A mudança, na Gestalt, não acontece por entendimento intelectual, mas pela vivência repetida até que algo realmente se reorganize.
• A terapia não funciona em sessões avulsas, ela é um processo.
Pode ter sessões que você sai achando que “não valeu”, que foi comum demais ou até confusa. Mas, do nosso lado, sabemos que processos se constroem também nesses encontros silenciosos, aparentemente simples. Nem toda sessão gera alívio imediato, mas quase todas movimentam algo.
• Não ficamos te analisando o tempo todo. Ficamos em contato.
Observando como você se coloca, como se defende, como se aproxima e se afasta no aqui e agora da relação. Não para julgar, mas para compreender seu modo de funcionar e a função que isso teve (e ainda tem) na sua história.
• O que aconteceu na sua infância e você não lembra, não deixa de ter importância.
Nem tudo que foi vivido ficou registrado como memória narrativa. Muitas experiências se inscrevem no corpo, nos afetos, nas formas de se relacionar. O que não é lembrado pode, ainda assim, seguir sendo repetido.
• Torcemos por você. Temos curiosidade, interesse e cuidado.
Acompanhamos suas conquistas, seus tropeços, seus silêncios. Mesmo sendo trabalho, mesmo estando de férias, o vínculo permanece. Porque terapia é relação. E somos humanas.
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