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O que realmente provoca mudança na Gestalt-terapia?

Muita gente acredita que a terapia muda alguém através de conselhos, explicações ou técnicas. Na Gestalt-terapia, não é assim.


A mudança não acontece porque o terapeuta convence, orienta ou ensina alguém a ser diferente. Ela não é produzida de fora para dentro.


A mudança é consequência de um processo de consciência. Arnold Beisser descreveu isso na chamada Teoria Paradoxal da Mudança: a mudança ocorre quando a pessoa se torna aquilo que é e não quando tenta se transformar naquilo que acha que deveria ser.


Quanto mais alguém tenta se moldar a uma versão idealizada de si, cheia de “deverias”, mais se distancia de uma transformação real. Mas quando a pessoa começa a reconhecer sua própria experiência: seus limites, medos, dores, desejos e seu modo singular de existir, algo começa a se reorganizar.


Na Gestalt-terapia, a mudança surge a partir de três pilares:

  • Awareness – ampliar a consciência sobre emoções, corpo, pensamentos e padrões de funcionamento  

  • Contato – estar presente na relação consigo e com o mundo  

  • Experiência – viver no aqui e agora aquilo que antes era evitado


O papel do terapeuta não é mudar o cliente. É criar um espaço onde ele possa se perceber com mais clareza, integrar suas partes e desenvolver autoapoio. Porque na Gestalt-terapia a mudança não é imposta. Ela acontece quando a pessoa para de lutar contra si mesma e começa a se reconhecer.


 
 
 

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