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“A ansiedade nos prepara para o medo e para a coragem” Ênio Brito

Na Gestalt-terapia, a ansiedade é compreendida como um fenômeno natural e inerente à experiência humana, surgindo quando há uma ruptura no fluxo do contato com o presente. Essa perspectiva se afasta da visão patológica tradicional e reconhece a ansiedade como um sinal de que há algo a ser integrado à experiência da pessoa.


Ênio Brito contribui para essa compreensão ao enfatizar que a ansiedade pode ser um campo fértil para a transformação. Ele destaca que a ansiedade está diretamente relacionada ao medo do desconhecido, mas também à possibilidade de ousar e experimentar algo novo.


O medo e a coragem não são opostos, mas fazem parte do mesmo fenômeno. A ansiedade pode nos colocar diante do medo – da mudança, do fracasso, do novo –, mas, ao mesmo tempo, nos impulsiona a enfrentá-lo, abrindo espaço para a coragem. O ciclo da experiência, conceito central na Gestalt-terapia, nos mostra que é na aceitação da ansiedade e na vivência do momento presente que conseguimos transformá-la em um movimento criativo, levando ao crescimento pessoal.


Assim, a ansiedade não deve ser vista como algo a ser eliminado, mas como uma ponte que pode nos conectar tanto com o medo quanto com a coragem, dependendo da forma como nos relacionamos com ela.


Faz sentido?


 
 
 

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