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“A flexibilidade e a firmeza são expressões elaboradas e refinadas da agressividade” Beatriz Cardella

A agressividade é frequentemente associada a comportamentos destrutivos, como ataques e explosões de raiva. No entanto, ela pode ser compreendida de uma forma mais ampla e refinada, funcionando como uma força vital essencial para o crescimento e a construção de relações saudáveis. Quando bem integrada, a agressividade se manifesta na capacidade de ser firme sem ser rígido, de se posicionar sem impor, de agir sem precisar ferir.


A verdadeira agressividade não está na violência, mas na assertividade: na habilidade de ocupar o próprio espaço, respeitar as próprias necessidades e, ao mesmo tempo, considerar o outro. Pessoas que desenvolvem essa capacidade sabem quando ceder e quando manter sua posição, encontrando um equilíbrio entre flexibilidade e firmeza.


Por outro lado, quando essa energia não é bem elaborada, pode se deformar em atitudes extremas. Tanto a agressão quanto a submissão são expressões distorcidas da agressividade. De um lado, a violência, os ataques e a rigidez podem indicar uma dificuldade em lidar com os próprios limites e os do outro. Do outro, a permissividade e a passividade podem ser um sinal de renúncia ao próprio poder de ação.


O desafio está em reconhecer essa força dentro de si e utilizá-la de maneira consciente. Em vez de negá-la ou reprimi-la, é necessário transformá-la em um recurso que favoreça o crescimento pessoal e relacional. A agressividade saudável nos permite estabelecer limites, expressar vontades e sustentar relações mais autênticas, onde há espaço tanto para o diálogo quanto para o respeito mútuo.


 
 
 

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