Ajudar sem ser pedido se torna um comportamento invasivo
- Transborda Psicoterapia
- 26 de dez. de 2025
- 1 min de leitura
Sabe aquelas pessoas muito prestativas, sempre prontas para ajudar, proteger, resolver, adiantar tudo? Aquelas que fazem demais e depois se frustram porque o outro não agradeceu, reclamou ou não recebeu do jeito esperado?
E aí vem o pensamento: “Mas eu fiz tanto para ajudar…”
Pois é. Às vezes a gente esquece do básico:. O outro pediu essa ajuda?. Ele queria receber?. Havia espaço para isso?
Quando a ajuda não é solicitada, ela deixa de ser cuidado e pode se tornar invasão.
Na Gestalt-terapia, esse movimento pode aparecer como um comportamento egotista: a pessoa age sem perceber o meio, sem sentir o outro, e passa por cima da fronteira alheia para atender a um desejo que, no fundo, é dela, não do outro.
Muitas vezes, o desejo real é: - ser vista como “boa”, - ser amada, - ser reconhecida, - não receber críticas, - garantir aprovação.
Nesse movimento, a pessoa se desconecta do outro, confunde necessidades e invade o espaço que não é dela, ainda que com a melhor das intenções. O que parecia cuidado vira invasão emocional.
E aí, claro, vem a frustração.
Você conhece alguém assim? Ou já atendeu alguém com essa dor?
Fica aqui a reflexão e o convite:Bora iniciar sua terapia pessoal?
A terapia é o lugar onde aprofundamos essas camadas, compreendemos a intenção real por trás dos nossos comportamentos e aprendemos a ler melhor o meio em que estamos inseridos.
Entender o outro começa quando aprendemos a nos enxergar.
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