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Ajudar sem ser pedido se torna um comportamento invasivo


Sabe aquelas pessoas muito prestativas, sempre prontas para ajudar, proteger, resolver, adiantar tudo? Aquelas que fazem demais  e depois se frustram porque o outro não agradeceu, reclamou ou não recebeu do jeito esperado?


E aí vem o pensamento: “Mas eu fiz tanto para ajudar…”


Pois é. Às vezes a gente esquece do básico:. O outro pediu essa ajuda?. Ele queria receber?. Havia espaço para isso?


Quando a ajuda não é solicitada, ela deixa de ser cuidado e pode se tornar invasão.


Na Gestalt-terapia, esse movimento pode aparecer como um comportamento egotista: a pessoa age sem perceber o meio, sem sentir o outro, e passa por cima da fronteira alheia para atender a um desejo que, no fundo, é dela, não do outro.


Muitas vezes, o desejo real é: -  ser vista como “boa”, -  ser amada, -  ser reconhecida, -  não receber críticas, -  garantir aprovação.


Nesse movimento, a pessoa se desconecta do outro, confunde necessidades e invade o espaço que não é dela, ainda que com a melhor das intenções. O que parecia cuidado vira invasão emocional.


E aí, claro, vem a frustração.


Você conhece alguém assim? Ou já atendeu alguém com essa dor?


Fica aqui a reflexão e o convite:Bora iniciar sua terapia pessoal?


A terapia é o lugar onde aprofundamos essas camadas, compreendemos a intenção real por trás dos nossos comportamentos e aprendemos a ler melhor o meio em que estamos inseridos.

Entender o outro começa quando aprendemos a nos enxergar.



 
 
 

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