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Aprofundar não é justificar

Muita gente, ao começar o processo terapêutico, olha para a sua história, ao aprofundar  na infância, nos traumas e nos padrões, como uma justificativa para quem se é. 


E aí surge aquele discurso:

“Eu sou assim porque minha mãe era controladora…”

“Eu reajo desse jeito porque meu pai era ausente…”

“Eu não consigo mudar porque minha história é essa…”


Mas na Gestalt-terapia, a intenção nunca é usar o passado como justificativa. Aprofundar é diferente de justificar. Aprofundar é olhar com honestidade, com coragem e com uma postura crítica para a nossa história. É reconhecer os impactos que ela teve (e ainda tem), mas também entender que hoje, como adultos, podemos escolher caminhos diferentes.


A gente não olha pra trás pra se prender… A gente olha pra trás pra se apropriar. Pra entender o que ainda faz sentido e o que já pode ser deixado pra trás.


Justificar nos mantém no mesmo lugar. Aprofundar nos dá potência de escolha.


Não somos prisioneiros da nossa história. Somos autores em constante escrita.


 
 
 

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