Ter consciência da morte é ter contato com a vida.
- Transborda Psicoterapia
- há 17 horas
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Ultimamente, no consultório, uma das demandas que mais têm surgido é a ansiedade diante da finitude da vida.
A ansiedade diante da morte e da falta de certeza do destino faz parte da condição humana.
O filósofo Paul Tillich se refere à ansiedade do destino e da morte quando nos tornamos conscientes da finitude da vida. Ou seja, quando percebemos que tudo é provisório e aqui estão incluídas nossas relações, os momentos vividos, as pessoas que amamos e também nossos animais. Essa certeza da brevidade das coisas pode gerar dor e desconforto para o ser humano.
Quando compreendemos as perdas como inerentes à existência humana, estamos vivenciando essa ansiedade de forma mais saudável. Já quando tentamos negar a morte ou nos afastar daquilo que amamos para sofrer menos, podemos estar diante de uma forma mais empobrecida de lidar com essa experiência.
Em Gestalt, não estamos falando de viver pela metade. Muito pelo contrário, entender a finitude nos leva a mais presença, mais contato e mais entrega ao que está no nosso campo no aqui-agora.
Muitas vezes ouvimos de nossos clientes que estão se preparando para a morte de alguém. Mas preparar-se para a morte não é evitar vínculos para reduzir a dor da perda.
Como gestalt-terapeutas, compreendemos a importância de nos entregarmos ao vínculo de modo presente, consciente e sensível ao encontro, mesmo sabendo que todo encontro carrega em si a possibilidade de um fim.
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