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Mais importante do que identificar um estilo de personalidade no seu cliente é o contato que você constrói com ele.

Quem é nosso aluno ou supervisionado provavelmente já ouviu a gente falar isso algumas vezes.


A compreensão diagnóstica é importante, claro. Mas a gente vê muitos psicólogos tentando aliviar a própria ansiedade no atendimento encaixando o cliente rapidamente em um estilo, como se isso organizasse o processo.


E esse é um ponto de atenção.


O diagnóstico, na Gestalt-terapia, não se dá apenas pelos sinais, padrões ou sintomas que aparecem, mas principalmente pelo contato que se estabelece na relação.


Para compreender alguém, não basta observar de fora. É preciso estar com essa pessoa, presente, implicado, em awareness durante a sessão.


É por isso que a gente insiste tanto na importância da relação terapêutica. No início, nada acontece sem ela. É a partir desse vínculo que o contato vai se tornando mais verdadeiro, permitindo que o terapeuta compreenda melhor o cliente e, ao mesmo tempo, que o cliente se sinta seguro para se perceber e se conhecer.


Isso também significa valorizar o fenômeno tal como ele aparece ali, no encontro, no diálogo, no que emerge entre vocês.


Quando falamos de estilo de personalidade, não é para rotular ou encaixar o cliente em uma categoria. É para ter uma referência de funcionamento que ajude no manejo.


O objetivo é ampliar a consciência, flexibilizar padrões e possibilitar novos ajustamentos mais criativos.


 
 
 

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