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Colocar-se em primeiro lugar: o que isso também significa?

Vivemos em uma cultura que exalta o “estar em primeiro lugar” como um ideal de autocuidado e fortalecimento pessoal. Priorizar-se pode ser um movimento necessário para reconhecer nossos limites, acolher nossas necessidades e sustentar nossas escolhas. Mas será que ocupar sempre esse lugar é realmente libertador?


O que acontece quando o primeiro lugar se torna uma exigência constante? Quando nos isolamos na crença de que só há espaço para nós, como se o outro fosse ameaça ou obstáculo? O desejo de estar no topo pode facilmente se transformar em cansaço, solidão e uma desconexão com o mundo ao redor. Afinal, a vida não acontece apenas no primeiro lugar — ela se constrói nos encontros, nas trocas, nos ajustes entre o eu e o outro.


O desafio não é apenas se colocar à frente, mas entender que somos parte de um campo maior, onde todas as posições têm valor. O equilíbrio não está em ocupar sempre o primeiro lugar, mas em reconhecer que existir no mundo é também permitir-se compartilhar espaços, vulnerabilidades e experiências.

 
 
 

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