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Como deve ser a relação entre o psiquiatra e psicólogo?

Muitas pessoas se perguntam: “Eu deveria marcar primeiro com o psicólogo ou com o psiquiatra?” A verdade é que os dois trabalham juntos com o mesmo objetivo: o seu bem-estar. 


O psicólogo te convida a perceber como você sente, pensa e age. O psiquiatra é médico e cuida da parte biológica da saúde mental. Ele avalia se há necessidade de medicamentos e acompanha os efeitos no seu corpo e mente.


Quando a relação entre psicólogo e psiquiatra é colaborativa, complementar e centrada no cliente, o cuidado se torna mais completo e integral. 


O psicólogo não pode compartilhar informações sem o consentimento do cliente. O sigilo profissional é um dos pilares da confiança na relação terapêutica e é garantido no Código de Ética Profissional do Psicólogo. Com autorização do cliente, o psicólogo pode repassar informações, mas sempre com objetivo clínico. 

• evolução geral do caso; 

• aspectos emocionais e oscilações de humor; 

• adesão à psicoterapia; 

• reações observadas quanto a efeitos colaterais de medicamentos. 



Não se deve expor detalhes íntimos ou desnecessários, como:  falas específicas do cliente; confidências pessoais; conteúdos que não tenham relação direta com o tratamento. 


O psicólogo pode e deve conversar com o psiquiatra quando essa troca for em benefício do paciente e com seu consentimento. Essa comunicação precisa ser sempre técnica, respeitosa e ética, garantindo a proteção do sigilo profissional e priorizando o bem-estar da pessoa atendida. 


Além disso, é fundamental que o psicólogo registre no prontuário psicológico a autorização expressa do cliente para o contato com o médico e a descrição da comunicação realizada, de forma objetiva, profissional e ética.


 
 
 

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