Descanso ou comodismo: vocĂȘ consegue diferenciar?
- Transborda Psicoterapia
- 4 de jul. de 2025
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Algumas pessoas vivem em estado de alerta o tempo todo.
Elas se acostumaram a estar sempre lutando por algo, resolvendo problemas, enfrentando dificuldades. E com o tempo, desaprendem a relaxar.
Na Gestalt-terapia, entendemos que o contato com o mundo deve ser criativo, ou seja, uma forma flexĂvel e viva de se adaptar Ă s situaçÔes.
Mas quando o corpo e a mente se acostumam apenas com a lĂłgica da sobrevivĂȘncia, esse ajustamento criativo se torna rĂgido. O descanso passa a ser visto como ameaça. O silĂȘncio incomoda. E a tranquilidade parece sem sentido.
Isso pode gerar questionamentos profundos, como:
âSem desafios, quem eu sou?â
âSe nĂŁo estou ajudando ou resolvendo algo, qual Ă© o meu valor?â
âSem dor, o que dĂĄ sentido Ă minha vida?â
Essa guerra interna nĂŁo acontece sĂł em momentos especĂficos â ela se espalha para os relacionamentos, o trabalho, e atĂ© para o prĂłprio corpo. E, com o tempo, fica difĂcil entender a diferença entre descanso e comodismo, entre presença e estagnação.
Mas descansar nĂŁo Ă© o mesmo que parar.
Descansar é dar espaço para que as coisas se reorganizem.
Ă estar presente, sem precisar entrar em modo de luta o tempo todo.
EntĂŁo vale refletir: vocĂȘ consegue se sentir bem na tranquilidade?
Ou sĂł se sente vivo quando estĂĄ enfrentando algo?