Frustração passiva x Frustração ativa
Um aspecto importante da relação terapêutica diz respeito à forma como o terapeuta responde aos padrões neuróticos do cliente. Perls descreve duas formas de frustração possíveis dentro do processo terapêutico, como forma de resposta aos padrões neuróticos: a frustração passiva e a frustração ativa.
Na frustração passiva, o terapeuta simplesmente não responde às expectativas neuróticas do cliente. Ele não reforça o padrão, mas também não o confronta diretamente. Já na frustração ativa, o terapeuta intervém de maneira mais direta, contrariando a expectativa do cliente e convidando-o a olhar para seu próprio funcionamento.
Esse tipo de intervenção amplia a consciência do cliente sobre seus padrões de funcionamento e o convida a assumir um papel mais ativo em seu processo. Naturalmente, esse tipo de intervenção precisa ser sustentado por um vínculo suficientemente forte. Quanto mais sólida a relação terapêutica, maior a possibilidade de o cliente suportar esse tipo de frustração sem vivê-la como rejeição.
frustrar sem vínculo → vivido como rejeição
frustrar com vínculo → vivido como possibilidade de consciência
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