top of page

Fugir das escolhas como forma de fugir da ansiedade proveniente da escolha é, também e paradoxalmente, uma escolha, que acaba por causar ainda mais ansiedade.

Sempre que há a possibilidade ou a necessidade de escolha, há conflito interno que provoca ansiedade. A necessidade de escolha aponta para uma nova possibilidade, mas essa nova possibilidade implica a destruição da segurança atual, o que acaba por gerar a evitação ansiosa, ou seja, a pessoa evita escolher (o que também é uma escolha), mantendo o comportamento seguro, mas que não traz crescimento.


Por isso, quanto mais consciência uma pessoa tem das suas escolhas, além de mais confiança e autonomia sobre elas, mais a ansiedade é vivida de maneira saudável. No entanto, a maioria das pessoas preferem renunciar à liberdade de escolha, com a intenção de “fugir” da ansiedade. Elas fazem isso se escondendo em posturas dogmáticas ou moralistas e pouco autênticas.


Mas fugir das escolhas como forma de fugir da ansiedade proveniente da escolha é, também e paradoxalmente, uma escolha, que acaba por causar ainda mais ansiedade. Ou seja, a tentativa de fugir da ansiedade causa ainda mais ansiedade.


O trabalho terapêutico acontece, nesse sentido, na contramão do habitual: vamos dialogar com a ansiedade e não evitá-la. Vamos com a gente?

 
 
 

Posts recentes

Ver tudo
Nem toda ansiedade é patológica

No mundo atual, a ansiedade tem sido compreendida quase exclusivamente como defeito, problema ou sintoma a ser eliminado. Em vez de ser olhada em sua função, em seu sentido e em sua relação com a expe

 
 
 
Como manejar a insegurança no consultório?

Se sentir inseguro faz parte da vida e nosso objetivo não é eliminar as inseguranças, mas compreendê-las.  A insegurança é vista como uma forma de ajustamento que, em algum momento da história da pess

 
 
 

Comentários


bottom of page