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Nem todo processo terapêutico vai funcionar

Existem diversas razões pelas quais um processo pode não evoluir como o esperado. Pode haver falta de vínculo entre terapeuta e cliente, expectativas irreais sobre o que a terapia pode oferecer, baixa disponibilidade ou comprometimento de uma das partes, obstáculos externos (como questões financeiras, mudanças na rotina, saúde), ou até uma incompatibilidade entre a abordagem utilizada e a demanda trazida.

 

Também podem ocorrer falhas na comunicação ou no estabelecimento do contrato terapêutico. E tudo isso, somado, pode levar a uma interrupção precoce ou à sensação de que “não funcionou”.

 

O ponto central é: isso não significa que você, enquanto terapeuta, falhou.

Assumir sozinho essa responsabilidade pode comprometer sua autoconfiança, afetar a percepção do próprio trabalho e, com o tempo, interferir na forma como você se relaciona com outros processos terapêuticos.

 

Por isso, é fundamental aprender a lidar com a frustração que, vez ou outra, também atravessa o terapeuta.

Saber reconhecer o que é seu e o que pertence ao outro é parte da postura ética e profissional que sustenta nosso trabalho.

 

Afinal, a terapia é um processo profundamente individual: o que funciona para uma pessoa pode não fazer sentido para outra. E esse tema, inclusive, pode (e deve) ser trazido para a própria terapia, como uma oportunidade de ampliação de consciência e elaboração.


 
 
 

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