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Nem tudo o que é possível é o que a gente quer 



Muitas vezes a vida não nos coloca diante do que é possível sustentar. É possível continuar, é possível se adaptar, é possível seguir mesmo quando algo já não faz tanto sentido. O problema é que nem sempre aquilo que é possível é aquilo que a gente quer viver.


Grande parte dos conflitos não está na falta de alternativas, mas na dificuldade de entrar em contato com o próprio desejo. A gente pergunta se dá para continuar, quando talvez a pergunta mais importante fosse se queremos continuar. Permanecer pode ser uma escolha, mas também pode ser apenas medo de mudar, de frustrar alguém ou de lidar com as consequências das próprias decisões.


Nem toda continuidade é sinal de maturidade. Às vezes é apenas uma forma de evitar o desconforto que surge quando nos aproximamos do que queremos de verdade. Escolher implica renúncia, mas não escolher também implica.


Talvez o processo de amadurecimento esteja menos ligado à capacidade de suportar e mais à coragem de assumir responsabilidade pelo próprio querer.


Na terapia, esse espaço de escuta ajuda justamente a diferenciar o que é possível do que é desejado, ampliando a consciência sobre as próprias escolhas e sobre o modo como temos vivido. Não para dizer o que deve ser feito, mas para sustentar perguntas que muitas vezes evitamos fazer sozinhos.


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