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Não trabalhamos simplesmente para eliminar sintomas: eles são a porta de entrada para a cura

Na Gestalt-terapia, não trabalhamos simplesmente para eliminar sintomas.


Os sintomas são sinais. São mensagens do organismo tentando se comunicar. Eles não surgem do nada: têm uma função, uma história, uma origem.


Ansiedade, insônia, crises de choro, compulsão, bloqueios, dores no corpo… Tudo isso pode ser desconfortável, sim. Mas antes de querer que desapareçam, precisamos entender o que estão tentando dizer. O sintoma é a ponta do iceberg. A dor que aparece é, muitas vezes, um pedido de escuta.


Na terapia, não “atacamos” o sintoma, a gente se aproxima dele, escuta com interesse e sem julgamento, porque é a partir dele que podemos acessar o que realmente precisa de cuidado: um sentimento reprimido, um trauma não elaborado, uma necessidade ignorada, uma adaptação que deixou de funcionar.


Eliminar o sintoma sem compreender sua raiz é como silenciar um alarme sem apagar o incêndio. Por isso, acolhemos o desconforto como ponto de partida. É ele que nos conduz à transformação real, profunda e duradoura.


E você, tem escutado o que o seu sintoma está tentando te contar?


 
 
 

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