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O que seu crítico interno fala para você?

Na Gestalt-terapia, entendemos que muitas das nossas angústias surgem de uma tensão entre diferentes partes internas. Uma das principais é o Eu ideal: aquela versão de nós mesmos construída a partir das expectativas externas, valores familiares, sociais e culturais que introjetamos como se fossem verdades absolutas.


O Eu ideal carrega a ideia de quem precisamos ser para sermos aceitos, amados ou reconhecidos. Ele se sustenta através de uma voz interna dura, que chamamos de dominador. Essa voz costuma se expressar em frases como:


“Você deveria ser melhor”

“Você tem que dar conta”

“Você nunca será suficiente”


De um lado, o dominador pressiona. Do outro, existe o dominado, que é a parte de nós alienada para obedecer às ordens impostas. É uma parte mais silenciosa, mas que aparece em momentos de tensão, geralmente marcada por sentimentos de inadequação ou impotência.


Na clínica, identificamos essas forças observando não só o que a pessoa diz, mas como ela age, reage e se sente nas relações, principalmente naquelas mais significativas, como com os pais ou figuras de referência. Também percebemos o Eu ideal no abismo que se cria entre o que alguém deseja e o que consegue realizar.


Olhar para essa dinâmica é um convite ao autoconhecimento. Quando reconhecemos o funcionamento do nosso crítico interno, abrimos espaço para nos aproximar de quem realmente somos, além das imposições, dos “tenho que” e dos “deveria”.


E você, consegue diferenciar a sua própria voz da voz do seu crítico interno?

 
 
 

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