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O tempo não cura: o que cura é o processo vivido dentro dele.

É comum ouvirmos que o tempo cura tudo. Mas na prática clínica, percebemos o contrário: não é o tempo que cura, é o processo vivido dentro dele.


Na Gestalt-terapia, entendemos que a cura está relacionada à completar experiências interrompidas (fechar Gestalt). Isso envolve entrar em contato com o que não foi sentido, reconhecido ou elaborado. Não se trata de esquecer ou deixar o tempo levar, mas de atravessar a experiência com consciência.


Quando algo nos fere e evitamos o contato com a dor, podemos até seguir em frente aparentemente bem, mas internamente algo permanece em aberto. A figura da dor fica inacabada. Isso pode se manifestar em sintomas e repetições.


O tempo pode amortecer, sim. Mas ele também pode cristalizar. Por isso, a Gestalt-terapia convida à presença com o que é, ao acolhimento das emoções, à escuta dos ciclos inacabados. Só assim há espaço para algo novo emergir — um novo significado, uma nova escolha, um novo caminho.


 
 
 

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