Quando encerrar um processo terapêutico?
- Transborda Psicoterapia
- 8 de jan. de 2025
- 2 min de leitura
Com o esgotamento da demanda terapêutica
Avaliação de que não há nada mais a ser trabalhado em psicoterapia. Já houve grande elaboração daquilo que está por trás da queixa da pessoa, quando já acessamos as suas vivências, experiências, traumas, dores, sentimentos, emoções e podemos identificar todas as suas gestalten abertas.
A partir do desenvolvimento do autossuporte do cliente
É a capacidade do cliente de andar com seus próprios pés, se responsabilizando por suas ações, sentimentos e pensamento.
Quando há o desejo por parte do cliente
Da mesma forma que o cliente é livre para buscar por terapia ele também é livre para encerrar o processo quando ele quiser. Em Gestalt-terapia trabalhamos com a responsabilidade, valorizando a autonomia e desejo do cliente em seguir com o processo. Para fim de melhoria da conduta profissional, é importante avaliar os motivos que levaram o cliente a ter esta escolha, se foi algo relacionado à atuação do terapeuta ou apenas o cliente querendo seguir outros caminhos por conta própria.
Quando há o desejo por parte do terapeuta
O psicólogo também pode ter seus motivos para querer encerrar o processo terapêutico, seja porque existe algo ali na relação que não está funcionando ou algum outro motivo especial. Aqui a importância se dá na investigação pessoal do terapeuta, seja em supervisão ou em sua própria terapia.
Por fim, estamos em um contínuo processo de ampliação de consciência e awareness e, por isso, o que termina é a participação do terapeuta em uma fase da vida do cliente, o que nada impede que este mesmo volte ao processo quando sentir necessidade. Além disso cada processo é único e precisa ser compreendido no contexto de sua existência, o que significa não existir uma regra, um motivo e nem um tempo ideal em que o processo tenha que acabar.
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