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Quando o cliente chega à terapia porque alguém pediu, ele está realmente disposto a vivenciar o processo?

Às vezes, o movimento de procurar terapia não nasce do próprio cliente. Vem de fora, a partir de um pedido do cônjuge, uma indicação médica, uma ordem do chefe, da escola, um empurrão da família.

 

Mas chegar à terapia não é o mesmo que entrar em terapia.

 

Muitos vêm obedecendo, cumprindo uma tarefa, repetindo velhas formas de se adaptar ao que o outro quer. E, se o terapeuta não se dá conta disso, o processo pode virar mais um espaço de obediência, não de transformação.

 

A psicoterapia só acontece de fato quando o cliente começa a se implicar: quando o motivo externo dá lugar a um desejo interno de se compreender, se escutar, se encontrar.


Nos primeiros encontros, o papel do terapeuta é sustentar esse espaço com cuidado, sem forçar a entrega, sem querer “convencer”, mas oferecendo presença suficiente para que o cliente possa, pouco a pouco, entrar.

 

É possível frequentar a psicoterapia sem fazer psicoterapia. Entrar em terapia é se implicar no processo terapêutico. E isso demanda abertura, entrega, reflexão, aprofundamento, questionamento. 


Seu cliente entrou em terapia?


 
 
 

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