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Quando o cuidado com o outro é um disfarce pra fugir de si.

No consultório, não é raro encontrar pessoas esgotadas, sentindo-se sobrecarregadas por estarem sempre disponíveis, sempre cuidando de alguém. Elas narram esse cansaço como algo inevitável. Como se não houvesse escolha.


Mas o que a gente começa a perceber, ao longo do processo terapêutico, é que esse movimento muitas vezes não vem só de fora. Existe ali uma participação ativa — ainda que inconsciente — nesse excesso de responsabilidade.


Enquanto cuido do outro, não preciso olhar pra mim. Não preciso encarar o que me falta, o que dói, o que pede por mudança. Posso continuar no lugar de quem “não pode fazer nada”.


Assumir o protagonismo da própria vida exige coragem. Exige deixar de ser necessário pro outro e passar a ser responsável por si. Nem sempre é confortável, mas é transformador.


Você já encontrou esse tipo de dinâmica nos seus atendimentos? Ou até mesmo em você? Vamos conversar nos comentários. 👇


 
 
 

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