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Que espaço o meu passado deixa para a minha liberdade hoje?

Essa frase aparece em uma carta entre Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre, duas figuras centrais do existencialismo, corrente filosófica que serviu de base para a Gestalt-terapia.


O trecho aborda diretamente um tema fundamental para essa abordagem terapêutica: o passado não é determinante. Na Gestalt, o passado é reconhecido como experiência registrada, mas só adquire significado quando percebido e integrado à consciência presente, permitindo que cada indivíduo exerça sua liberdade de forma consciente.


Ou seja, o passado não perde sua relevância, mas não é determinante. Ele é uma experiência que nos moldou, mas o mais importante é compreender como influencia nossa consciência e nossas escolhas no aqui-agora. Retomar o passado sem integrá-lo ao momento atual pode levar o indivíduo a culpar-se ou culpar outros por situações antigas, evitando assumir responsabilidade por sua própria vida.


A frase de Beauvoir enfatiza, assim, a liberdade no aqui e agora: não ficamos presos a papéis ou rótulos do passado, somos o que somos no momento presente, com a capacidade de agir e escolher de forma consciente. Para a Gestalt-terapia, o passado existe como recurso, mas a verdadeira liberdade só se exerce no presente.


 
 
 

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