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Você acha que seu cliente está enrolando na terapia?

Sabe aqueles clientes que parecem “bater ponto” na terapia? Que têm dificuldade de aprofundar nas demandas ou que nem mesmo trazem uma demanda terapêutica clara? Seja porque ela já se esgotou ou porque sequer foi possível desenvolvê-la melhor, o fato é que nós, terapeutas, ficamos com a sensação de que aquele cliente está apenas “enrolando” e não se engajando de fato no processo. E se isso está acontecendo, de fato nosso trabalho não está sendo feito.


Clientes assim podem estar utilizando um mecanismo de defesa chamado deflexão. Ou seja, diante de situações difíceis, cortam o contato, se distraem, mudam de assunto e apresentam grande dificuldade em criar laços de intimidade—elementos fundamentais para um processo terapêutico. Vale lembrar que essas defesas não são conscientes para o cliente. Como o próprio nome já diz, trata-se de uma defesa, ou seja, tem uma função na vida da pessoa. Esse cliente está se protegendo de algo que, provavelmente, já foi muito doloroso.


Nesses casos, devemos primeiro avaliar se a “enrolação” é, de fato, um modo de funcionamento neurótico do cliente ou se ele simplesmente não está tão interessado no processo. Se for o primeiro caso, trabalhar essas defesas é essencial. Isso requer trazer consciência para o cliente sobre essa forma de funcionamento e compreender, no fundo, qual é a real dificuldade em entrar em contato com questões mais profundas e criar intimidade—que são essenciais para a terapia.


E se você, que está lendo este post, estiver do lado do cliente, reflita:


Será que estou enrolando na terapia? Tenho dificuldade em trabalhar alguma questão que ainda não percebi? Se essa dúvida surgir, leve para sua terapia! Pode ser um ponto importante para aprofundar seu processo.


 
 
 

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