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Quando tudo vira diagnóstico E o Google vira profissional da saúde
Na linguagem do dia a dia, muitos termos clínicos acabam sendo usados de forma exagerada ou incorreta e isso banaliza condições sérias que exigem acompanhamento profissional. 👉 Tristeza não é depressão. 👉 Gostar de organização não é TOC. 👉 Medo não é fobia. 👉 Ansiedade comum não é TAG. 👉 Oscilações naturais de humor não são bipolaridade. 👉 Esquecer uma informação não é ter TDAH. Na perspectiva da Gestalt-Terapia, quando tudo vira diagnóstico, perdemos algo extremamente
Transborda Psicoterapia
17 de dez. de 20251 min de leitura
Como manejar na clínica clientes perfeccionistas/procrastinadores?
Se tem uma combinação que aparece MUITO na clínica é essa: perfeccionismo + procrastinação. À primeira vista parecem opostos, mas na verdade caminham juntos e se retroalimentam. 1. Nomeie o ciclo Ajudar o cliente a perceber que o perfeccionismo e a consequente procrastinação é uma forma de evitar o risco do fracasso cria alívio e compreensão, no lugar do julgamento. 2. Explore a função do perfeccionismo Perguntas como “do que esse nível de exigência tenta te proteger?” abrem
Transborda Psicoterapia
15 de dez. de 20251 min de leitura
A decepção do outro é um retrato da expectativa que ele criou - não um atestado de falha sua.
Crescemos acreditando que precisamos corresponder às expectativas alheias para manter vínculos, evitar conflitos ou garantir aprovação. Quando alguém demonstra decepção, é comum assumirmos a responsabilidade: “eu fiz algo errado”, “eu deveria ter sido diferente”, “eu falhei”. Mas é importante perceber que a decepção diz muito mais sobre o outro do que sobre você. Ela revela o que ele esperava, o que ele desejava, o que ele projetou e não necessariamente o que você devia ter
Transborda Psicoterapia
12 de dez. de 20252 min de leitura
Todas as vezes que a terapia está fazendo efeito, mas você ainda não percebe:
Quando você não se sente mais culpada por colocar limites; Quando o agora deixa de ser um peso, e passa a ser um espaço possível de respirar, sentir e existir; Quando você nota que está se escutando mais; Quando você passa a entender suas necessidades e a comunicar para o outro; Quando você entra em contato com seus sentimentos, ao invés de se esquivar; Quando você assume a responsabilidade pelas suas atitudes; Quando você passa a ter momentos de autocuidado dentro da roti
Transborda Psicoterapia
10 de dez. de 20251 min de leitura
Transformações profundas não acontecem de uma vez. Elas começam quando assumimos dois compromissos fundamentais:
A consciência pra fazer escolhas mais verdadeiras; A coragem pra experimentar coisas novas. O primeiro é o compromisso com a consciência de si. Na Gestalt-terapia, isso significa se perceber: reconhecer necessidades, limites, desejos e padrões que se repetem. Sem essa clareza, seguimos agindo no automático, reagindo ao campo sem perceber nossas escolhas. A consciência abre espaço para decisões mais verdadeiras e ajustamentos mais saudáveis. O segundo compromisso é a coragem
Transborda Psicoterapia
8 de dez. de 20251 min de leitura
Não dizer nada para evitar conflito e viver em conflitos por não dizer nada.
Na Gestalt-terapia, esse movimento aparece com muita força na retroflexão: quando a pessoa volta contra si aquilo que gostaria de expressar no contato. O silêncio vira uma forma de tentar manter a relação estável, evitar atritos e preservar o outro. Só que, na prática, o conflito não desaparece, apenas muda de lugar. Em vez de aparecer na conversa, ele se instala internamente. A pessoa continua convivendo com o incômodo, mas agora sozinha. O corpo tensiona, os pensamentos rep
Transborda Psicoterapia
5 de dez. de 20251 min de leitura
Como deve ser a relação entre o psiquiatra e psicólogo?
Muitas pessoas se perguntam: “Eu deveria marcar primeiro com o psicólogo ou com o psiquiatra?” A verdade é que os dois trabalham juntos com o mesmo objetivo: o seu bem-estar. O psicólogo te convida a perceber como você sente, pensa e age. O psiquiatra é médico e cuida da parte biológica da saúde mental. Ele avalia se há necessidade de medicamentos e acompanha os efeitos no seu corpo e mente. Quando a relação entre psicólogo e psiquiatra é colaborativa, complementar e centra
Transborda Psicoterapia
3 de dez. de 20251 min de leitura
Eventos canônicos na vida de uma psicóloga:
Ouvir de um cliente: ‘’Quantas sessões preciso para ser curado?’’ e ter que explicar que não dá pra definir a quantidade de sessões; Pensar “isso daria um ótimo tema de post” e nunca escrever o post; Falar sobre autocuidado e esquecer de beber água em um dia cheio de atendimentos; Ouvir “Você é psicóloga, deve estar me analisando o tempo todo’’ em conversas informais; Passar por algo muito parecido com o que o cliente está passando; Sofrer calote de cliente (e ainda sent
Transborda Psicoterapia
1 de dez. de 20251 min de leitura
3 livros que mudaram o jeito como sentimos e vivenciamos o encontro com os nossos clientes na clínica
📖 O amor na relação terapêutica – Beatriz Cardella Nos lembra que a terapia também é um encontro humano, e que o amor - em sua forma mais ética e sensível - é parte essencial do processo de cura. 📖 A arte de restaurar histórias – Jean Clark Nos inspira a olhar para a dor sem pressa de consertar, reconhecendo o poder transformador de acolher o que foi quebrado e permitir que a história se refaça com sentido. 📖 Talvez você deva conversar com alguém – Lori Gottlieb Um conv
Transborda Psicoterapia
28 de nov. de 20251 min de leitura
Cada pessoa, de acordo com o seu modo de se ajustar ao mundo, lida de forma única com o ato de expressar emoções.
O dessensibilizado pode não perceber ou minimizar o que sente, como se as emoções não estivessem ali. O defletor fala de forma indireta, com humor ou desvios, evitando se expor emocionalmente. O intro jetor expressa o que acha que “deve sentir”, em vez de dar voz ao que realmente pulsa dentro. O projetor vê sua emoção refletida no outro: “é você que está com raiva”, “é você que está triste”. O profletor pode expressar demais para o outro, esperando receber em troca o cuidado
Transborda Psicoterapia
26 de nov. de 20251 min de leitura
“Terapia online funciona mesmo?’’ entre mitos, verdades e eficácia!
“Terapia online não é tão eficaz quanto a presencial.” É mito! A terapia online é tão eficaz quanto a presencial. A principal diferença entre as duas modalidades está apenas no ambiente: enquanto na terapia presencial o atendimento ocorre no consultório, na terapia online o cliente pode participar de onde quiser — inclusive do lugar em que se sentir mais confortável. Em ambos os casos, a dedicação do cliente ao processo é o fator mais importante. Além disso, as plataformas d
Transborda Psicoterapia
24 de nov. de 20252 min de leitura
Quando o cliente chega à terapia porque alguém pediu, ele está realmente disposto a vivenciar o processo?
Às vezes, o movimento de procurar terapia não nasce do próprio cliente. Vem de fora, a partir de um pedido do cônjuge, uma indicação médica, uma ordem do chefe, da escola, um empurrão da família. Mas chegar à terapia não é o mesmo que entrar em terapia. Muitos vêm obedecendo, cumprindo uma tarefa, repetindo velhas formas de se adaptar ao que o outro quer. E, se o terapeuta não se dá conta disso, o processo pode virar mais um espaço de obediência, não de transformação. A
Transborda Psicoterapia
21 de nov. de 20251 min de leitura
“Somente ao ser o que se é, a transformação pode acontecer.”
A Teoria Paradoxal da Mudança, elaborada por Arnold Beisser em 1970, defende que a mudança só ocorre de forma efetiva quando o sujeito se torna, de fato, aquilo que é, e deixa de tentar convencer-se a ser algo diferente. Segundo essa perspectiva, precisamos dedicar tempo e esforço a ser quem realmente somos. O paradoxo central dessa teoria revela que só ao aceitar-se por inteiro é que a transformação se torna possível. Assim, ao entrar em contato genuíno com a própria essênci
Transborda Psicoterapia
19 de nov. de 20251 min de leitura
Seu cliente está evoluindo em terapia ou só está sendo obediente a você?
Essa é uma pergunta que nos convida a pensar sobre a fronteira entre crescimento genuíno e adaptação neurótica dentro da relação terapêutica. Na ânsia de “ajudar”, o psicólogo pode, sem perceber, começar a indicar o que é “melhor”, o que o cliente “deveria” fazer, como “precisa” reagir. E o cliente, acostumado a obedecer, agradar, seguir regras externas, pode transformar o processo em mais um espaço de obediência, e não de autenticidade . Quando isso acontece, a terapia
Transborda Psicoterapia
17 de nov. de 20251 min de leitura
“O ser humano é um ser em gerúndio.”
O ser humano surge no mundo como um ser sem definição prévia . Sua essência não é determinada antes da existência. Ao contrário, é ao longo da vida que ele a constrói. A cada escolha, gesto e experiência, vamos moldando quem somos. A essência, portanto, não é algo fixo, mas um movimento contínuo de criação e recriação de si mesmo. O ser humano está sempre “sendo”, nunca “é” de modo definitivo. Essa possibilidade constante de se fazer e refazer revela a liberdade como uma cond
Transborda Psicoterapia
14 de nov. de 20251 min de leitura
Por que falar de autoestima na Gestalt-terapia?
Falar sobre autoestima hoje é quase inevitável. O tema está em todos os lugares: nas redes sociais, nas conversas cotidianas e nos discursos de “amor próprio” que prometem soluções rápidas para se sentir melhor. Na Gestalt-terapia, olhamos para esse tema de outro modo. A autoestima não é algo que precisamos conquistar, mas um processo contínuo de contato e percepção de si. Essa questão aparece com frequência na clínica. Às vezes de forma direta: - “tenho a autoestima baixa” e
Transborda Psicoterapia
13 de nov. de 20252 min de leitura
A relação terapêutica existe para não existir
Na terapia, o vínculo que se constrói entre terapeuta e cliente é, ao mesmo tempo, essencial e transitivo . Ele precisa existir, mas também precisa, em algum momento, deixar de existir. A relação terapêutica se sustenta no paradoxo: ela se apoia, se fortalece, se aprofunda e, justamente por isso, também precisa se afastar. A existência da relação é o que permite o crescimento, e o crescimento é o que, aos poucos, torna a relação menos necessária. O terapeuta se envolve,
Transborda Psicoterapia
12 de nov. de 20252 min de leitura
É HOJE!! VEM SER GESTALT TERAPEUTA COM A GENTE!
Chegou o momento de dar o próximo passo na sua trajetória como psicólogo. O TCG – Trilhando Caminhos Gestálticos está com sua melhor oportunidade e traz, como bônus inédito , o eBook “Manejo da autoestima em Gestalt-Terapia” . Uma formação completa para quem quer se sentir mais seguro, confiante e presente na clínica, unindo teoria, prática e um olhar verdadeiramente gestáltico sobre o processo terapêutico. De estudante à terapeuta preparado: esse é o seu caminho. Garanta
Transborda Psicoterapia
11 de nov. de 20251 min de leitura
Intervenções sutis que seu psicólogo faz durante a sessão sem você notar (mas fazem toda a diferença).”
Escuta ativa É uma postura intencional do psicólogo, que envolve estar plenamente presente e atento não apenas às palavras, mas também à postura corporal, expressões faciais e silêncios do paciente. Validar suas emoções É uma técnica de acolhimento especialmente para quando o cliente acredita que seus sentimentos não fazem sentido ou se culpa por senti-los. Desenvolvimento e fortalecimento do vínculo terapêutico Favorecendo um ambiente de confiança e segurança recíproca, esse
Transborda Psicoterapia
10 de nov. de 20251 min de leitura
“Neurose é o meio de evitar o não ser evitando o ser” Tillich
Na tentativa de evitar o que nos ameaça, seja o erro, o fracasso, o julgamento, o vazio, acabamos também evitando o que poderia nos mover, transformar, expandir. A neurose, como diz Tillich, é esse movimento de evitação. Ela aparece quando, para não encarar a dor do “não ser” (não ser bom o bastante, não ser amado, não ser reconhecido), nos afastamos da própria possibilidade de ser. E nessa tentativa de não sentir, criamos modos de existir que parecem seguros, mas que também
Transborda Psicoterapia
7 de nov. de 20252 min de leitura
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