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“O cliente não evolui”(talvez você esteja olhando do lugar errado)
Essa é uma frase que aparece com frequência na clínica, muitas vezes acompanhada de frustração, dúvida e até sensação de impotência por parte do terapeuta. Mas ela merece ser olhada com cuidado, porque nem sempre o que está sendo chamado de “falta de evolução” diz respeito, de fato, ao processo do cliente. Às vezes, diz mais sobre o lugar de onde o terapeuta está olhando. Existe uma expectativa, muitas vezes silenciosa, de que o processo terapêutico siga uma linha de progress
Transborda Psicoterapia
19 de jun.2 min de leitura
O novo autocuidado é performar bem-estar
O autocuidado na era da performance mudou completamente. A busca pelo bem-estar, que antes estava ligada a algo mais interno, mais silencioso e subjetivo, hoje foi capturada por uma lógica de performance, cada vez mais presente na nossa sociedade e amplificada pelas redes sociais. O autocuidado deixou de ser apenas um cuidado de si e passou a ser uma obrigação visível. Algo que precisa ser mostrado, validado e, em certa medida, aprovado. No mundo em que tudo é capitalizado, o
Transborda Psicoterapia
17 de jun.2 min de leitura
Contrato terapêutico(o que você precisa saber e ninguém te explica direito)
Muitos terapeutas tratam o contrato como algo burocrático. Valor, horário, faltas… Mas ele é muito mais do que isso. O contrato não organiza só a agenda. Ele organiza a relação. É através do contrato que você delimita: até onde vai o seu papel e onde começa o do cliente Quando o contrato é frágil, a clínica sente. Atrasos frequentes faltas sem manejo confusão de papéis desgaste na relação E muitas vezes isso não tem a ver com o cliente. Tem a ver com o que não foi su
Transborda Psicoterapia
15 de jun.1 min de leitura
O que há de mais pessoal é o que há de mais geral (Carl Rogers)
Essa ideia nasce da compreensão de que aquilo que sentimos como mais íntimo, mais subjetivo e até difícil de ser explicado ao outro, muitas vezes não é algo isolado, mas algo profundamente humano. Ou seja: experiências que parecem “só minhas”, na verdade, encontram eco em outras pessoas. Carl Rogers trouxe isso em 1961, e hoje essa percepção aparece de forma muito clara na cultura digital. Quando alguém compartilha uma experiência pessoal e outra pessoa responde com um “eu ta
Transborda Psicoterapia
12 de jun.1 min de leitura
NINGUÉM TEM QUE NADA.
A gente não tem que nada. A gente escolhe.E no consultório isso aparece o tempo inteiro: clientes exaustos de sustentar versões de si mesmas criadas para agradar, corresponder ou não decepcionar os outros. A ideia de que “temos que” alguma coisa faz parte de um processo que, na gestalt, podemos pensar como introjeções: tudo aquilo que fomos absorvendo ao longo da vida sem realmente elaborar se faz sentido para nós. São regras, valores, exigências e modelos que entram na nossa
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10 de jun.2 min de leitura
Coisas que parecem pequenas, mas mudaram minha prática clínica
• Fazer menos interpretações e mais perguntas • Confiar mais no processo do que nas técnicas • Escutar o corpo do paciente e o meu • Tolerar o silêncio • Não correr para aliviar o desconforto do outro • Aceitar que nem tudo precisa ser entendido imediatamente
Transborda Psicoterapia
8 de jun.1 min de leitura
Existe uma ansiedade que quase todo psicólogo conhece.A de não saber como será o próximo mês.
A agenda está cheia hoje, mas e mês que vem? E se alguns clientes encerrarem o processo? E se os encaminhamentos diminuírem? E se eu não conseguir me sustentar? Quem trabalha na clínica aprende rapidamente que não atende apenas pessoas, também lida com cancelamentos, faltas, altas, sazonalidades e períodos de maior ou menor procura. A incerteza faz parte da profissão. O que vemos acontecer com os psicólogos é que muitas vezes, a insegurança financeira se mistura com a identid
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5 de jun.2 min de leitura
Seu cliente não está apenas contando sobre as relações dele. Ele também está se relacionando com você.Muitas vezes, o que destrava o processo terapêutico está acontecendo exatamente aí.
Quando um cliente chega à terapia, ele não traz apenas histórias sobre sua vida. Ele traz também suas formas de se proteger, de criar vínculos, de lidar com frustrações, de pedir ajuda e de evitar contato. E tudo isso pode aparecer na relação terapêutica. Talvez ele evite determinados assuntos, tenha dificuldade de discordar de você ou busque aprovação o tempo todo. Talvez se afaste justamente quando a relação começa a ficar mais próxima. Esses movimentos dizem muito sobre a
Transborda Psicoterapia
3 de jun.2 min de leitura
Você está investigando ou está interpretando?
Uma das dificuldades mais comuns na clínica, principalmente no início, é a pressa em entender. O cliente começa a falar e, antes mesmo de ele terminar, o terapeuta já está organizando hipóteses, conectando com teoria, tentando “fechar” o que está acontecendo. Isso costuma vir de um lugar compreensível, como insegurança, vontade de ajudar, necessidade de acertar ou medo de não saber o que fazer. Mas, na prática, essa pressa em interpretar pode afastar o terapeuta do que está r
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1 de jun.2 min de leitura
Aqui você não encontra teoria solta encontra formas de aplicar a Gestalt-terapia na clínica Conteúdos diretos e organizados para o dia a dia do consultório Coletivo Transborda
Tem uma diferença entre entender a Gestalt-terapia e conseguir sustentar o que aparece na sessão. A formação costuma dar a base, mas nem sempre ensina o “como fazer” no dia a dia. E é aí que muita gente se perde. O coletivo foi sendo construído justamente tentando aproximar essas duas coisas: teoria e prática. Hoje, ele funciona como uma plataforma por assinatura, com conteúdos organizados para apoiar a prática clínica no dia a dia. A gente tem escrito e organizado os conteúd
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29 de mai.1 min de leitura
O papel do Gestalt-terapeuta(e o que ele NÃO é)
Existe um equívoco comum: achar que o terapeuta é quem conduz, explica ou leva o cliente a algum lugar. Na Gestalt-terapia, não é isso. O Gestalt-terapeuta não é guia. Não é alguém que sabe mais sobre a vida do outro. Ele é presença. E presença não é técnica. É uma forma de estar. É sustentar um encontro real, onde duas pessoas se afetam no aqui-agora. Na Gestalt, o principal instrumento de trabalho não é a intervenção. É o próprio terapeuta. Por isso, a base da clínica é a a
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27 de mai.2 min de leitura
Dar nome ao que sentimos é um ato terapêutico
Há momentos em que sabemos que algo não está bem, mas ainda não conseguimos dizer exatamente o quê. Isso é o sentir o peso da experiência antes mesmo de compreendê-la. No ciclo do contato da Gestalt-terapia, chamamos de dar-se conta o movimento de perceber aquilo que está vivo em nossa experiência. É reconhecer o que sentimos, pensamos, desejamos e evitamos. Muitas vezes a experiência chega primeiro como sensação. Um aperto no peito, uma irritação persistente, um cansaço que
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25 de mai.2 min de leitura
Estudando conceitos da Gestalt-terapia com Claudinho & Buchecha
Um dos principais elementos da teoria gestáltica é a ideia de bloqueios de contato. Na Gestalt-terapia, os bloqueios de contato são formas pelas quais a pessoa interrompe, distorce ou evita o contato consigo mesma, com o outro ou com o ambiente. Em outras palavras: maneiras de não estar totalmente presente na experiência. Dentro desses bloqueios, um dos mais importantes é a confluência. Na confluência, a pessoa fica travada no dar-se conta. Ela perde a clareza do que sente e
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22 de mai.2 min de leitura
O mecanismo de defesa mais desafiador da clínica gestáltica. Sabe qual é?
Esse funcionamento é o egotismo. A pessoa sabe o que quer, tem clareza de si, dos seus desejos e dos seus limites. Mas essa autoconsciência não facilita o contato, pelo contrário, ela endurece. Ao invés de se abrir para o encontro, a pessoa se mantém protegida. Existe um receio de se vulnerabilizar, de se frustrar, de não dar conta. E, para evitar esse risco, ela controla e precisa que o outro aja por ela. Além disso existe uma grande dificuldade de perceber o outro na relaçã
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20 de mai.1 min de leitura
Depressão não é só falta de energia
Na clínica, o que aparece como desânimo, cansaço ou falta de vontade nem sempre é ausência de força, muitas vezes, é uma forma de funcionamento que foi sendo construída ao longo do tempo, como uma maneira possível de lidar com experiências difíceis um cliente que não age, nem sempre está “sem motivação” em muitos casos, ele está evitando frustração evitando se expor ou evitando entrar em contato com algo que já foi doloroso demais sustentar na Gestalt-terapia, a gente não olh
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18 de mai.1 min de leitura
Como ser o melhor psicoterapeuta?
Essa é uma pergunta comum, especialmente no início da clínica, mas talvez ela precise ser ajustada, porque a questão não é exatamente como ser o melhor psicoterapeuta. É como se tornar um terapeuta que sustenta encontros reais. Na prática clínica, não é o terapeuta que sabe mais, que fala mais ou que tem as melhores técnicas que, necessariamente, sustenta os melhores processos. O que sustenta a clínica é outra coisa. Ser um bom psicoterapeuta envolve, antes de tudo, desenvolv
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15 de mai.2 min de leitura
O que vocês disseram mudou o rumo da nossa clínica (mais marketeiro pra chamar atenção
Desde que começamos a compartilhar conteúdos, uma coisa se repetia: “a didática de vocês é muito acessível” “finalmente consigo entender que Gestalt não é tão difícil” “faz sentido na prática” A gente sempre ouviu vocês, mas também ficou com uma pergunta: o que mais poderíamos fazer para continuar criando conteúdos didáticos e de fácil acesso? Foi dessa pergunta que surgiu o NOSSO próximo passo. Criar um espaço onde tudo isso pudesse se reunir com mais profundidade, mais org
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13 de mai.1 min de leitura
Nem todo cliente quer mudar (e isso muda a sua clínica)
Essa é uma das coisas mais difíceis de sustentar como terapeuta, porque a ideia de que todo cliente que chega à terapia quer mudar não se sustenta na prática. Muitos querem aliviar o sofrimento; outros querem entender o que está acontecendo; alguns querem melhorar uma situação específica… mas nem todos estão disponíveis para mudar. E isso não é resistência no sentido simplista. É uma forma de funcionamento. Mudar implica perda. Implica abrir mão de formas conhecidas de existi
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11 de mai.2 min de leitura
Sem angústia não se vive. Angústia é sinal de vida (Fernanda Montenegro)
Talvez a angústia seja um dos conceitos mais mal compreendidos em algumas leituras da Gestalt-terapia, muitas vezes porque se confunde com o sentido que usamos no dia a dia. Mas, na GT, a angústia não é entendida como algo negativo ou que precisa ser eliminado. Pelo contrário, ela aparece como sinal de consciência: da liberdade, das possibilidades e da responsabilidade de escolher. A angústia surge de uma abertura existencial. Quando nos damos conta de que podemos escolher, t
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8 de mai.1 min de leitura
Como lidar com o silêncio na sessão?(o erro que muitos terapeutas cometem)
O silêncio na sessão costuma gerar desconforto: no cliente e, principalmente, no terapeuta. Muitos profissionais sentem que precisam fazer algo: preencher perguntar interpretar tirar o cliente do silêncio Mas nem todo silêncio precisa ser interrompido. Na Gestalt-terapia, o silêncio não é vazio. Ele é parte do campo. Ele comunica. E aqui está um ponto-chave: nem todo silêncio é igual Existe um silêncio que sustenta o processo… e um silêncio que interrompe o contato.
Transborda Psicoterapia
6 de mai.1 min de leitura
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